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Sex, Dez

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Após 40 dias de greve, funcionários da Unicamp ocuparam a reitoria da universidade na noite da terça (4). Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp, em assembleia nesta quinta (5), os trabalhadores decidiram pela continuidade do movimento grevista.

Depois de uma reunião no prédio administrativo, que terminou sem nenhum acordo e sem a presença do reitor Marcelo Knobel, os 13 funcionários integrantes da comissão de negociação permaneceram no local. Eles só deixarão a reitoria após conversa com Knobel, que vem se negando a negociar.

Os servidores iniciaram a greve no dia 22 de maio pleiteando aumento de 12,6% nas remunerações e reajuste do vale-alimentação.

"Nos últimos 4 anos os funcionários não tiveram reajuste acima da inflação e as perdas salariais somam 12,6%. Reivindicamos este índice, mas a reitoria apresentou proposta de 1,5%", explica João Raimundo Mendonça de Sousa, conhecido como Kiko, que é do Coletivo Alerta Unicamp/CTB.

Kiko afirma que a decisão da reitoria de cortar o ponto dos funcionários grevistas impulsionou ainda mais o movimento de greve, que decidiu nesta quinta (5) em assembleia, pela continuidade do movimento.

O secretário do Serviço Público e dos Trabalhadores Públicos da CTB, João Paulo Ribeiro, que é membro da categoria, diz que a greve da Unicamp é mais uma luta que os trabalhadores do serviço público travam pela falta de uma dinâmica de negociação coletiva: com data base, organização sindical e direito de greve.

"O fato de os trabalhadores da Unicamp estarem há mais de 40 dias em greve demonstra que os gestores não querem negociar, mas sim travar as negociações, penalizando a comunidade, alunos, professores, para depois tentar negociar ou retaliar, como já fizeram ao cortar o ponto dos grevistas. Exigimos a abertura imediata de negociação e o pagamento imediato dos trabalhadores descontados", diz JP.

Portal CTB - fotos: G1

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