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Em audiência no Senado nesta quinta-feira (11), o jornalista e escritor Gleen Greenwald, editor do Intercept Brasil, reiterou que não tem medo de ameaças e pressões  e que o vasto conteúdo da Vaza Jato, que expõe os meandros e bastidores da operação comandada pelo ex-juiz Sergio Moro, continuará sendo publicado “até o final”.

Greenwald disse que as ameaças de que está sendo vítima, inclusive da Polícia Federal subordinada ao hoje ministro Sergio Moro, constituem um atentado à democracia e à liberdade de imprensa.

Lembrou que nem o juiz Sergio Moro nem os procuradores que tiveram suas mensagens reveladas pela Vaza Jato tiveram coragem de desmentir o conteúdo das conversas privadas que trocaram ao celular no programa Telegran.

O primeiro áudio divulgado pelo Intercept e a revista Veja, na terça-feira (9), traz a voz do procurador Deltan Dallagnol, que como notou o jornalista norte-americano (naturalizado brasileiro) é de um timbre inconfundível. “Ninguém negou que é a voz dele”, comentou.

O áudio, que revela a ação política dos procuradores na guerra jurídica em torno do direito do jornal Folha de São Paulo entrevistar Lula, desmascara os heróis da Lava Jato, que passaram “cinco anos negando e tinham motivação política”, constatou Greenwald.

“Não se trata de uma briga entre Moro e Lula. O que está em jogo é muito maior que isto. São questões fundamentais sobre o futuro do Brasil, se teremos democracia ou tirania, se teremos liberdade de expressão e de imprensa, respeito à Constituição e direito a juízes e a julgamentos imparciais”, complementou.

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