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Ter, Dez

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A Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF), divulgada nesta terça-feira (2) pelo IBGE, mostra que a produção industrial brasileira recuou 0,3% na passagem de julho para agosto deste ano. Esse foi o segundo mês seguido de comportamento negativo, acumulando uma perda de 0,4% no período. O gerente da pesquisa, André Macedo, ressalta que desde o final de 2015, a indústria não apresentava dois recuos consecutivos na produção.

O ritmo da produção vem sendo afetado por fatores como a demanda doméstica ainda não recuperada e o grande contingente de trabalhadores fora do mercado de trabalho

“Na série histórica da indústria é possível observar que, sempre que tem um movimento de queda, de alguma forma, ele é compensado, no mês seguinte, com crescimento. Desde setembro a dezembro de 2015, não se via dois meses em sequência de resultados negativos”, explica.

Passados oito meses de 2018, a indústria está 1,1% abaixo do patamar de dezembro do ano passado. Para André Macedo, o ritmo da produção vem sendo afetado por fatores como a demanda doméstica ainda não recuperada, o grande contingente de trabalhadores fora do mercado de trabalho e também por questões relacionadas ao mercado internacional como, por exemplo, as exportações para a Argentina, que é um parceiro importante do Brasil.

“O ambiente de incertezas afeta as decisões de consumo por parte das famílias e de investimento por parte de empresários, o que explica muito do comportamento do setor industrial nesse momento”, diz. Em relação ao ponto mais alto da série histórica da indústria, alcançado em maio de 2011, a produção de agosto ficou 14,3% abaixo.

Das 26 atividades pesquisadas, 14 tiveram queda na passagem de julho para agosto de 2018. O principal comportamento negativo foi o de derivados de petróleo e biocombustíveis (5,7%), que interrompeu a sequência de resultados positivos iniciada em março. “Essa queda mais acentuada foi, de alguma forma, influenciada pela paralisação de uma refinaria importante, que interrompeu sua produção devido a um incêndio”, ressalta Macedo.

Os setores de bebidas (-10,8%), extrativo (-2,0%) e de produtos alimentícios (-1,3%) completaram as atividades que mais impactaram negativamente a taxa de agosto.

As principais influências positivas foram dos segmentos de veículos automotores (2,4%), segmento farmacêutico (8,3%), de equipamentos de informática e produtos eletrônicos (5,1%) e atividade de celulose, papel e produtos do papel (2,0%).

Monitor Digital 

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