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Indicador de Inflação por Faixa de Renda divulgado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) na última semana revela que nos últimos 11 anos (de julho de 2006 a outubro de 2017), a inflação dos mais pobres apresentou uma variação de 102,2%, bastante superior à observada na faixa das famílias de renda mais alta, de 86,3%.

A Nota Técnica Inflação por Faixa de Renda mostra, a partir dos dados da POF de 2008/2009, que as famílias de renda mais baixa gastam em alimentação 2,5 vezes mais que as de renda mais alta (23% contra 9%). Outros itens também têm gastos mais expressivos na primeira faixa que na última, como aluguel (8,5% contra 5,5%) e transporte público (8,4% contra 1,7%). Do outro lado, os mais ricos gastam mais em educação (10,3% contra 2,2%), serviços de saúde (6,8% contra 1,4%) e despesas pessoais (5,4% contra 1,6%).

Ao comentar o índice, em sua coluna no jornal Folha de São Paulo, a economista Laura Carvalho afirma que a inflação de junho foi a maior desde 1995 e afetou, para pior, os mais pobres. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) foi de 1,26% e afetou os preços dos alimentos e combustíveis. Ela diz que este índice somado a alta do dólar reforça um quadro preocupante de novas altas e de piora economia.

"O Indicador de Inflação por Faixa de Renda divulgado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revela que a alta da inflação se abateu mais sobre os mais pobres do que sobre os mais ricos. Enquanto o índice que se baseia na cesta de consumo das famílias de renda alta passou de 0,38% em maio para 1,03% em junho, a inflação sentida pela faixa de renda muito baixa subiu de 0,41% para 1,5%", ressaltou.

Da inflação total que atingiu as famílias de renda muito baixa, 0,76% referiu-se à alta no preço dos alimentos, que foi de 2,03% no mês, em parte pelos efeitos da crise de abastecimento.

Portal CTB - Com informações da agências

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