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Sex, Dez

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Depois de insistir mais de um mês na indicação de Cristiane Brasil para o Ministério do Trabalho, o desgoverno de Michel Temer indica para o cargo o secretário-executivo do ministério Helton Yomura.

Isso porque o PTB resolveu indicar o seu nome para substituir a deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ). Ela foi impedida de assumir por várias decisões judiciais por ter perdido processos trabalhistas e por um suposto envolvimento com traficantes de drogas.

Mas eis que surge na mídia uma acusação contra Yomura. A empresa em que o ministro interino do Trabalho é sócio - a Fimatec - foi flagrada pela Light em 2014 com ligação clandestina, roubando energia. A denúncia foi aceita pela Justiça em 2015.

Uma nova novela parece estrear, já sem a protagonista Brasil. Em seu lugar Yomura promete se esforçar para ter o mesmo desempenho.

“Pelo que se vê há um desgaste, que parece proposital no Ministério do Trabalho, que já perdeu a palavra emprego em seu nome e ao que tudo indica sofre um esvaziamento”, diz Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Com essas e com outras, o Ministério do Trabalho parece se desmoralizar cada dia mais. Desde que o ex-ministro Ronaldo Nogueira deixou o cargo em 27 de dezembro de 2017, a coisa não emplaca.

“É trapalhada em cima de trapalhada. Onde vamos parar com esse governo que se apossou do poder para acabar com os direitos trabalhistas”, afirma Vânia.

Triste sina também a do PTB. Partido que já teve em suas fileiras lideranças como Getúlio Vargas, João Goulart e Leonel Brizola. Hoje é liderado por Roberto Jeferson, aquele que detonou o mensalão e se diz inocente. “Seria cômico se não fosse trágico”, conclui Vânia.

Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB. Foto: Reprodução GloboNews

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