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Há 23 dias em greve de fome e em estado de debilidade física, os ativistas que jejuam por justiça no país e pela liberdade para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não aparecem na mídia tradicional. Uma pesquisa simples no Google mostra que só os veículos independentes repercutem o fato.

Para o jornalista e professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP) Laurindo Lalo Leal Filho, a mídia comercial brasileira mostra que trabalha como um partido político, desinformando a população sobre assuntos que não atendem a seus interesses comerciais. "As pessoas se colocam no limite da morte e, em qualquer parte do mundo, é notícia. Quando chegamos a 23 dias, com a possibilidade de um desfecho fatal, isso é informação, mas não é noticiado porque se choca com os interesses da mídia e os ativistas são vistos como adversários", critica o professor, em entrevista ao jornalista Rafael Garcia, na Rádio Brasil Atual.

O especialista lembra que essa exclusão é seletiva. Em 2007, o bispo de Barra (BA), Dom Luiz Flávio Cappio fez greve de fome contra a transposição do Rio São Francisco por 24 dias. "No governo Lula, a mídia dava grande espaço para isso. Hoje, são sete militantes fazendo a greve e são esquecidos pela grande imprensa", diz Lalo.

Os grevistas, que fazem parte de movimentos sociais, querem que a presidenta do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, coloque em pauta as duas ações declaratórias de constitucionalidade (ADCs) sobre a legalidade da prisão após decisão de segunda instância, situação do ex-presidente Lula. "Enquanto não enfrentarmos esse partido político da mídia, com a força da democrática, a nossa democracia fica prejudicada. É lamentável o que acontece com a informação no Brasil", lamenta o professor sobre o monopólio do grupo Globo.

O apresentador do Jornal Nacional, Willian Bonner, anunciou na última segunda-feira (20) que o veículo não realizará cobertura eleitoral do candidato do PT.

Fonte: Rede Brasil Atual

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