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Ter, Dez

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O Brasil atravessa um momento que assusta milhares, seja pela surpresa, seja pelo desalento de já ter visto algo semelhantes em tempos passados. O avanço brutal da pobreza não só significa a falta de comida para uma enorme parcela da sociedade, significa retrocesso, violência e morte.

 

O golpe de 2016 está custando caro ao Brasil, sobretudo para o brasil pobre e excluído. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados na semana passada pelo (IBGE), de janeiro a março de 2018, a renda média mensal dos 20% mais vulneráveis do país caiu de R$ 400 para R$ 380 quando comparada à de janeiro/março de 2017. É uma queda real de 5%.

O golpe que mata

Ao analisarmos a mortalidade infantil no país verifica-se que o resultado é ainda mais desolador. Pesquisa realizada pela Fiocruz revela que o congelamento de gastos no Bolsa Família e Estratégia de Saúde da Família (cortes amparados pela conhecida PEC da Morte, a Emenda Constitucional 95) terão impacto direto na mortalidade de milhares de menores de até 5 até 2030: serão quase 20 mil crianças cujas mortes estão decretadas pela política implementada pelo golpe em 2016.

 

Informações publicadas pelo Brasil247 apontam que a informação sobre as mortes de crianças estimadas em decorrência do congelamento estabelecido pelo governo Temer foi divulgada nesta terça (22) pela revista científica norte-americana PLoS Medicine (leia aqui)

"Quando você congela os gastos, ou seja, os ajusta de acordo com a inflação, você não consegue manter o nível de proteção social que você tinha antes”, diz Davide Rasella, do Instituto de Saúde de Coletiva da Universidade Federal da Bahia e principal autor do estudo. 

O estudo se apoia em duas notas técnicas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) divulgadas em 2016, logo após a aprovação da Emenda Constitucional que congela os gastos do Governo. A primeira delas afirmava que em 20 anos de aplicação da PEC a política de assistência social brasileira, que comporta o Bolsa Família, contaria com menos da metade dos recursos necessários para garantir a manutenção da cobertura nos padrões atuais. A segunda nota apontava que, até 2036, o Sistema Único Brasileiro (SUS), responsável pelo Saúde da Família, perderia cerca de 400 bilhões de reais —número similar ao achado por outro estudo, do Conselho Nacional de Saúde.

Com base nos dados apresentados nesses três estudos, os pesquisadores consideraram três cenários distintos de crise econômica e seus efeitos no aumento da pobreza entre 2015 e 2030, um período de 15 anos. No primeiro cenário, mais moderado, se considerou que a taxa de pobreza aumentaria até 2017 e depois voltaria a cair até 2030. No segundo, considerado por eles o mais provável, a pobreza deixaria de aumentar após 2019. E no terceiro, mais agudo, o aumento da pobreza só pararia após 2021. Para cada um dos três cenários se estipulou duas possibilidades: a de o orçamento do Bolsa Família e do Saúde da Família aumentarem de acordo com o crescimento da pobreza; e a de os dois programas sofrem o efeito da Emenda Constitucional, ou seja, seus orçamentos só aumentarem pelo reajuste da inflação. A partir daí eles calcularam em quanto seria impactada a taxa de mortalidade infantil.

Portal CTB - Com informações do Brasil247 e do El país.

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