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Qua, Dez

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A miséria volta a ser a realidade de vida de milhões de brasileiros e brasileiras é o que revela o levantamento da organização ActionAid Brasil divulgado em julho. De acordo com o estudo cerca de 12 milhões passam fome no Brasil. O número de pessoas consideradas pobres, com renda per capita menor que R$ 70,00 por mês, quase que dobrou em 2017.

O dado surpreende e comprova o que já vemos a olho nu pelas ruas do Brasil. Em dois anos, após o golpe de maio de 2016, sofremos com uma cascata de ataques a direitos e políticas que durante o ciclo mudancista transformou o horizonte nacional. O desmonte de políticas como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Mais Médicos, entre muitas outras, não só privam de um serviço ou atenção, mas sentenciam à miséria, quando não a morte, milhões em todo o país.

Parece que foi ontem que o país da Pátria Educadora que invadia o mundo com o Brics, comemorou a saída da lista do Mapa da Fome. Em 2014, o governo Dilma Rousseff estampava as manchetes do mundo não pela, ams pela superação dela.

Essa vitória, enterrada com a Ponte para o Futuro de Michel Temer, não é fruto de uma ação isolada, mas de um conjunto de iniciativas que reconfiguraram os rumos do Brasil. Entre elas a política de valorização do Salário Mínimo - atrelando também as aposentadorias, fonte que movimenta a economia de cerca de 4 mil municípios -, a formalização do trabalho, o programa Fome Zero e o Bolsa Família - o responsável por tirar mais de 40 milhões de brasileiros da pobreza extrema -, mais acesso e ampliação da Saúde, metas mais estruturadas para uma Educação pública, Moradia digna, Crédito e, sobretudo, o fomento da geração de emprego.

O gráfico abaixo mostra a evolução da miséria no Brasil de 1992-2017. Os dados são da Pnads Contínuas e forma compilados pela ActionAid Brasil.  

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Fonte: Pnads Contínuas

A pobreza também avança no campo

O desenvolvimento agrário também está na mira do governo golpista. O programa de promoção da inclusão produtiva de famílias em situação de pobreza extrema, criado pelo Ministério de Desenvolvimento Social, sofreu corte de mais de 25% para 2018. Na mesma linha, os recursos destinados à assistência técnica para os produtores rurais passou de mais de R$ 600 mil em 2015 para pouco mais de R$ 200 mil em 2018. 

Com o corte no orçamento de políticas públicas para o setor da agricultura familiar, que chegam a 99% dos recursos na gestão Temer, os trabalhadores e trabalhadoras do campo tentam sobreviver com o sucateamento dos programas e órgão públicos de apoio ao desenvolvimento sustentável.

CORTES NO INCRA:

CORTES NA SEAD:

Emenda Constitucional 95

Ao implementar a PEC dos Gastos - a Emenda Constitucional 95 - Temer coordena um corte brutal em todas as iniciativas citadas acima. O programa PAA doações simultâneas, por exemplo, sofreu um corte de 97% dos recursos para o orçamento de 2018.

Portal CTB - Com informações das agências

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