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Sex, Dez

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"No Brasil, direitos humanos é um palavrão. A cada cinco dias morre um defensor de direitos humanos", diz o padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo de Rua, que há mais de 30 anos trabalha com pessoas em situação de rua.

Em entrevista à revista Carta Capital, o religioso fala sobre o aumento da violência contra as populações que vivem nas ruas da capital. "A prefetura fala em 20 a 25 mil, mas não se sabe ao certo. O IBGE não faz o censo da população de rua, porque o censo é feito por domicílio. Então, quem não tem domicílio não é recenseado".

Ele denuncia as ações cada vez mais truculentas da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e do ‘rapa’, que é a chamada "zeladoria urbana", com apreensão de pertences dos moradores. “Até remédio tem sido tirado das pessoas”, conta. 

Padre Júlio afirma ter recebido diversas ameaças de morte por seu trabalho de proteção à população de rua. Assista:

Em entrevista a CartaCapital ele denuncia as ações violentas da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e do ‘rapa’, que é a apreensão de pertences dos moradores feita por funcionários da subprefeituras de cada região. “Até remédio tem sido tirado das pessoas, nas chamadas limpezas da rua”, conta. “E a GCM os chama de lixo. ‘Ô lixo, o que você ainda está fazendo aqui?’A intolerância se tornou uma epidemia”.

Padre Júlio também critica a falta de políticas de acolhimento diversificado ao grupo marginalizado. “A população de rua é heterogênea, há idosos, mulheres com crianças, casais, os LGBT. Não se pode dar a mesma resposta para todos”.

Ofendido e ameaçado, inclusive de morte, nas redes sociais, o padre afirma não ter medo: a luta por direitos humanos é um caminho sem volta.

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