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Sex, Dez

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Apesar da propaganda oficial tentar iludir o povo brasileiro de que o drama do desemprego está sendo vencido, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta (20) pelo Ministério do Trabalho apontam no sentido contrário. O estoque de empregos é de 38,249 milhões, menos do que em maio de 2016 (38,786 milhões).

Ainda assim, a gestão Temer fez festa nas redes sociais através de nova campanha publicitária milionária. Mas o que há para se comemorar?

Do saldo de quase 34 mil postos de trabalho com carteira assinada, aproximadamente 10% (3.220) são da modalidade intermitente, com menor proteção, criada com a reforma da legislação trabalhista (Lei 13.467). Foram 4.385 contratações e 1.165 demissões em 1.261 estabelecimentos. Segundo o ministério, 25 empregados celebraram mais de um contrato. Dos 3.220 contratos intermitentes, mais da metade (1.388) foi no setor de serviços.

Salários menores

Outro dado do Caged revela que, mais uma vez, o mercado de “troca” de trabalhadores, sempre pagando menos. O salário médio de admissão no mês passado foi de R$ 1.527,11, enquanto os demitidos recebiam R$ 1.684,34.

Ricos cada vez mais ricos

Quem ganha no Brasil de Temer são os mais ricos. Relatório global de 2018 publicado pela consultoria Capgemini mostra que o país do desemprego ganhou 7 mil milionários em 2017, quando registrou 171.480 ricaços; patrimônio desse grupo somava US$ 4,5 trilhões, maior que o PIB nacional de US$ 2,05 trilhões em 2017.

O crescimento de 1% da economia brasileira em 2017 não foi lá essas coisas. Perdeu para vários países e não foi suficiente para reduzir o desemprego, que voltou a crescer em 2018, após a recessão de 2015 (-3,55%) e 2016 (-3,60%). Mas, com crescimento de 4,2% em 2017, os milionários brasileiros voltaram a respirar ares de riqueza. 

Para mostrar o grau de concentração de renda no país, o PIB brasileiro, o total de bens, serviços e renda produzidos a cada ano, foi de US$ 2,05 trilhões em 2017. Os mais ricos representam 0,8% da população (209 milhões). Mas têm renda e patrimônio superior a mais de 60% dos brasileiros.

Portal CTB - Com informações do Diap

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