Sidebar

14
Sex, Dez

Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

"O golpe de 2016 destruiu direitos e está derretendo as instituições", afirma e professor de Economia Internacional na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) José Carlos de Assis durante debate realizado nesta quinta (17), realizado pelo Movimento pela Democratização do Congresso Nacional.

De acordo com o economista “não há como falar de recuperação econômica e o PIB brasileiro deve fechar 2018 em queda. O “espetáculo do crescimento” que vem sendo alardeado pelo governo, com o respaldo da mídia hegemônica, não passa de miragem.

"Quando se fala em crescimento econômico depois de uma depressão sabemos que só saímos disto através de uma política econômica deliberada, uma política keynesiana, que requer o aumento dos gastos públicos, que eles estão cortando. O orçamento está voltado para o pagamento de juros, quando você tem gasto pública para pagar juros não tem efeito multiplicador sobre a economia. É dinheiro que fica no circuito financeiro. Isto descaracteriza a política econômica como promotora do crescimento. Se observamos o que faz o PIB, consumo está em retração, investimentos contraídos, gastos públicos reduzidos, exportação obtemos algum superávit, mas pequeno para compensar o resto. O PIB inexoravelmente vai cair", explicou Assis.

Presente no debate, o presidente da CTB, Adilson Araújo também externou sua preocupação com os rumos do país. "O cenário é de terra arrasada. Os números são brutais. Cerca de 30 milhões de desempregados ou condenados ao subemprego, violência sem limites, fome, miséria, desmonte do Estado, ataque aos direitos. O Brasil atravessa um momento muito sensível e que cobra de nós - classe trabalhadora - resistência, luta, mobilização e inserção cada vez maior nos espaços de decisão", destacou.

"O governo comprou o impeachment e comprou ao mesmo tempo a fidelidade dos que votaram a favor do impeachment, conseguindo aprovar projetos no Parlamento que impõe graves retrocessos de grande monta e que brecam qualquer horizonte de retomada do crescimento com valorização do trabalho e distribuição de renda. A resistência segue e 2018 será um ano estratégico para barrar essa agenda e reverter os rumos que o país vem trilhando. A unidade da classe trabalhadora em conjunto com as organizações democráticas e progressistas são centrais para viabilizar uma grande frente em defesa de um novo projeto com soberania, democracia e mais direitos", completou.

Portal CTB

 

 

 

0
0
0
s2sdefault