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Sáb, Dez

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“O governo golpista de Michel Temer veio para exterminar a educação e não mede esforços para isso”, argumenta Marilene Betros, secretária de Políticas Educacionais da CTB. “Precisamos unir esforços de docentes e estudantes para impedir o extermínio da educação pública de qualidade, acabando com as nossas possibilidades de uma universidade voltada para os interesses do país e da sociedade”.

Por isso, ocorre uma manifestação contra os cortes orçamentários que afetam a pesquisa científica nas universidades brasileiras, nesta sexta-feira (3), a partir da 16h, no vão do Masp, na avenida Paulista, em São Paulo.

Além do protesto público, diversas entidades divulgam um abaixo-assinado contra os cortes promovidos pelo desgoverno Temer na educação. De acordo com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a pesquisa nos cursos de pós-graduação acaba em 2019 com esses cortes.

“É  o fim da ciência no Brasil”, afirma Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB. Isso porque a Capes estima que 200 mil bolsas de estudos serão suspensas já em 2019. “Já está complicado se manter na graduação com a precarização de programas de assistência aos graduandos, imagina então como ficarão os cursos de pós”, analisa.

“Em contraste à previsão contida na recém aprovada Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), foi indicado à Capes a necessidade de imposição de um teto para a confecção de sua proposta orçamentária para 2019, o que representaria uma redução significativa de recursos financeiros em relação ao patamar realizado em 2018”, diz trecho do texto de apresentação do abaixo-assinado.

Assine a petição em favor da ciência e do Brasil aqui.

“Os impactos dessa limitação orçamentária serão gravíssimos para os Programas de Fomento da Agência, tais como: a suspensão do pagamento de todos os bolsistas de Pós-graduação (93 mil discentes e pesquisadores); suspensão dos pagamentos de 105 mil bolsistas de formação dos profissionais da Educação Básica; interrupção do funcionamento do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), afetando os mais de 245 mil beneficiados; além do prejuízo na cooperação internacional  que poderá prejudicar a imagem do Brasil no exterior”, complementa o texto da petição.

Para Luiza, o corte na pesquisa científica é uma estratégia burra e de ataque à soberania nacional porque impede o Brasil de avançar em pesquisas justamente quando os Estados Unidos buscam a hegemonia na nanotecnologia para dominar o mercado futuro”.

Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

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