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"Temer está no ringue e sua estratégia segue no o tudo ou nada para a votação da reforma [da Previdência]", resumiu o presidente da CTB, Adilson Araújo, ao comentar o clima no Congresso Nacional, após intenção agenda nesta terça-feira (7), em Brasília.

Desde os primeiros dias de 2018, o governo tem atuado em todas as frentes para vencer essa batalha e iniciar o desmonte da Previdência Pública. "A estratégia vai desde participação em programa de TV de caráter popular até a elaboração de lista de quem vota pela reforma", indicou o dirigente.

No último dia 30 de janeiro, documento publicado pela Agência Reuters revelou lista de quase 90 parlamentares que o governo vê como indecisos sobre a reforma. A agência confirmou a existência da lista através da assessoria do Palácio do Planalto. O objetivo da lista, de acordo com informações dos corredores do Planalto, é municiar os agentes de mercado e empresários no convencimento dos indecisos pela aprovação da proposta. 

E para reforçar o lobby, nesta quarta-feira (7), o relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA) apresentou novo texto da proposta. "Agora, o governo beneficia a Bancada da Bala em troca de votos. A cada dia é mais sórdida a campanha de Temer pela reforma", avaliou Adilson.

Resistência contra a reforma 

"A defesa do direito a uma aposentadoria digna é uma pauta que une a classe trabalhadora desde maio 2016, quando Temer anunciou o pacote de reformas. De lá pra cá os trabalhadores e trabalhadores de todo o Brasil ocuparam as ruas, realizaram uma GRANDE GREVE GERAL, que paralisou mais de 40 milhões em todo o país; uma GRANDE MARCHA DA CLASSE TRABALHADOR, em Brasília, reunindo mais de 200 mil na Praça dos Ministérios; sem falar nas dezenas de atos, marchas e protestos para denunciar essa proposta", rememorou o presidente da CTB, Adilson Araújo.

Ele destaca que "essa luta foi possível pelo empenho e entendimento do que está em jogo com essa reforma. Está claro que o governo não está poupando esforços para aprovara essa PEC. Idas a programas de TV, campanhas mentirosas e assédio pelos corredores do Congresso. Testemunhamos de tudo, mas o povo entendeu e não vai abrir mão de sua aposentadoria e o parlamentar indeciso também sabe que se votar pelo fim da aposentadoria, não vai voltar em 2018".

Sobre a PEC 

Para aprovar a Reforma da Previdência na Câmara, por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), precisa de ao menos 308 votos favoráveis dentre os 513 deputados em dois turnos de votação. Depois, ainda precisa passar pelo Senado.

Fontes do Planalto indicam que, hoje, o governo contabiliza 270 votos pela aprovação, faltando 38 votos para se alcançar o mínimo necessário. Uma conta que não fecha, já que a tal lista possui 90 nomes.

Baixe nossa cartilha e entenda o desmonte da Previdência Social Pública 

 

Portal CTB

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