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Um dos blocos leiloados chama-se Pau-Brasil e foi arrematado pelo consórcio formado por BP Energy (50%), Ecopetrol (20%) e CNOOC (20%).

A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) realizou nesta sexta-feira (28), no Rio de Janeiro, a 5ª Rodada de Licitações de Partilha da Produção em áreas do pré-sal. Os dois blocos com os maiores bônus de assinatura foram arrematados por dois consórcios formados por petroleiras estrangeiras, garantindo uma receita de R$ 6,25 bilhões à União. Ambos ficam na Bacia de Santos.

A primeira área a ser ofertada foi o bloco de Saturno, arrematado por um consórcio formado pelas estrangeiras Shell (50%) e Chevron (50%). A ANP pedia um percentual mínimo de participação na produção de óleo de 17,54%, e o consórcio ofereceu 70,2%. Além desse percentual, a União receberá um bônus de assinatura de R$ 3,125 bilhões.

No segundo bloco, o Titã, o consórcio formado pela ExxonMobil (64%) e a QPI (36%) saiu vitorioso. As empresas ofereceram à União uma participação de 23,49% sobre a produção de petróleo, enquanto o lance mínimo era de 9,53%. O bônus assinatura foi de R$ 3,125 bilhões.

O potencial do pré-sal pode ser medido pelo campo de Lula: são 133 poços que produzem 829 mil barris por dia, nível de produção de um país como a Colômbia.

O bloco Pau-Brasil foi arrematado pelo consórcio formado por BP Energy (50%), Ecopetrol (20%) e CNOOC (20%). O excedente em óleo oferecido foi de 63,79%, e o ágio alcançou 157,01%. A oferta feita pela Petrobras foi inferior. O bloco Sudoeste de Tartaruga Verde ficou com a Petrobras, sem ágio.

O excedente em óleo é de 10,01%. Em junho, a Petrobras havia manifestado interesse de preferência pela área. Pelas regras na lei do pré-sal, caso a estatal brasileira não consiguisse arrematar esse bloco, poderia se consorciar às empresas vencedoras e obter uma participação de 30%, como operadora da exploração.

O volume estimado nos quatro blocos supera os 17 bilhões de barris.Leilão oferece filé-mignon para estrangeirosOnze empresas estrangeiras participaram do certame. A única representante brasileira foi a Petrobras.Para o presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), Felipe Coutinho, os certames contrariam o interesse nacional.

Ele aponta a pressa para entregar o petróleo a multinacionais estrangeiras, às vésperas da eleição, como parte da “agenda antinacional” de Temer, que quer colocar o país em “novo ciclo colonial”.O potencial do pré-sal pode ser medido pelo campo de Lula. São 133 poços que produzem 829 mil barris por dia, nível de produção de um país como a Colômbia.

“Esperamos chegar a 1 milhão de barris por dia. Temos pelo menos mais duas décadas de uma história de sucesso para contar”, destacou o gerente-geral de gestão de contratos de produção da Petrobras, Daniel Pedroso, em palestra na Rio Oil & Gas

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