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Ter, Mar

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Ao comentar a tragédia em uma escola de Suzano (SP), que deixou um saldo de 10 mortos e 9 feridos nesta quarta-feira (13), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, disse que acontecimentos do tipo não fazem parte da cultura do Brasil e acrescentou: “Não podemos aceitar que o ódio entre em nossa sociedade”.

Ocorre que o ódio já se instalou com pompas e circunstâncias no mais alto cargo da República do Brasil e para este resultado contribuiu a leniência da Justiça. Respiramos o ódio político, e de classe no cotidiano deste tempo amargo e a o Palácio do Planalto é sua grande fonte, de lá provém o seu incentivo diuturno. A jornalista Constança Rezende, do “Estadão”, é vítima e testemunha disto.

Mensagens da extrema-direita nas redes sociais por ocasião da morte do neto de Lula, postadas inclusive por um filho do presidente, servem também de pistas ou evidências sobre a origem do ódio que, desde o golpe de 2016, vem tomando conta do Brasil, ascendendo agora à Presidência.

Entre as barbáries que este ódio já nos provocou inclui-se o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco. Nesta quinta-feira, 14 de março, o crime completa um ano e, embora os assassinos (ambos provenientes da Polícia Militar) tenham sido presos nesta semana a pergunta fundamental continua sem resposta: quem mandou matar?

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