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Qui, Dez

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O relator do projeto de lei que trata da privatização da Eletrobras (PL 9463/18), deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), disse que o texto deverá ser modificado considerando como o processo vai afetar o desenvolvimento de cada região do país.

"Acho que tem muita atuação da equipe econômica na proposta e há um interesse muito grande na questão de captação de recursos. Nós não faremos um projeto meramente gerador de caixa; isso o Congresso não apoiaria", garantiu

Aleluia considerou, porém, que é interessante mudar a forma de gestão da empresa para evitar interferências políticas indevidas.

"A Eletrobras vem sofrendo pressões políticas e fisiológicas há muito tempo, mesmo antes do governo do presidente Lula. Já havia uma pressão ilegítima muito forte sobre essas empresas, já no tempo do presidente FHC, no tempo do presidente Sarney. É coisa muito antiga a pressão dos políticos sobre essas empresas", lembrou.

Ele alerta para os prejuízos causados pela pressão política sobre essas empresas e para necessidade de dar governança a elas. "Que haja visão política, mas sem o fisiologismo que algumas vezes acaba descanbando para a corrupção", afirmou.

Em entrevista coletiva antes da sessão solene de abertura do ano legislativo na segunda-feira (5), o líder da Minoria, deputado José Guimarães (PT-CE), já havia antecipado que a oposição deve votar contra a privatização. "Entregar o setor de energia para a iniciativa privada, isso é um erro grave. Nem os Estados Unidos fazem isso. Energia, petróleo e gás são setores estratégicos da economia e, portanto, não podem ser vendidos nem entregues à iniciativa privada", enfatizou.

O governo prevê arrecadar cerca de R$ 12 bilhões com a venda da Eletrobras.

Fonte: Agência Câmara 

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