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Qua, Jun

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Com previsão de paralisação do setor de transportes em todas as regiões do país, a greve geral de sexta-feira, 14 de junho, promete ser uma das maiores, senão a maior, da história da classe trabalhadora brasileira. Transportes urbanos e rodoviários, metroviários e ferroviários, além de parte dos caminhoneiros, decidiram aderir. É um ramo fundamental para o sucesso da greve, um forte sinal de que o Brasil vai parar sexta-feira.

Mas não serão só os trabalhadores e trabalhadoras em transportes. Metalúrgicos, bancários, professores, químicos, padeiros, portuários, petroleiros, urbanitários, vigilantes, pedreiros, jornalistas, servidores públicos e dezenas de outras categorias deliberaram favoravelmente à convocação feita pelas centrais e os movimentos sociais.

Os estudantes estarão ao lado da classe trabalhadora neste dia de luta, que será também temperado com atos e manifestações de massa em várias cidades, apesar da greve dos transportes prejudicar a circulação ("até a pé nós iremos", afirmou um sindicalista, parodiando Lupiscínio).

Uma ampla campanha de esclarecimento e conscientização das bases vem sendo realizado pelos sindicatos, culminando com a realização de assembleias gerais para deliberar sobre a greve. A mobilização foi reforçada pela greve geral da Educação contra os cortes de verbas no dia 15 de maio, bem como pelas manifestações contra o corte de verbas da Educação (30), convocadas pela UNE.

A greve geral de 24 horas está sendo organizada de forma unitária pela conjunto das centrais sindicais brasileiras: CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central,, Intersindical, CSP-Conlutas, CGTB, CSB e UGT.

Será o primeiro pronunciamento unitário da classe trabalhadora sobre o projeto da dupla Bolsonaro/Guedes, que subtrai direitos dos mais pobres com o propósito de privatizar a Previdência, transferindo ao sistema financeiro a renda que esses economizarem para garantir a aposentadoria no futuro. É esta a regra no regime de capitalização, que não deu certo em nenhum lugar do mundo e no Chile reduziu o valor da aposentadoria à metade do salário mínimo.

A greve vai deixar muito claro o que a grande vítima da reforma de Bolsonaro, ou seja, a nossa classe trabalhadora, pensa sobre o tema.

Umberto Martins

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