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Em uma derrota para o governo Michel Temer, o Senado rejeitou, nesta terça-feira (16), o projeto de lei que facilitaria a privatização das distribuidoras de energia elétrica, especialmente na região Norte.

A vitória da categoria, avaliada como uma das mais significativas desde o golpe de 2016, foi resultado de articulações intensas junto a senadores, com forte pressão de dirigentes sindicais de várias partes do país, entre eles sindicalistas ligados à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e ao Sindicato dos Urbanitários do Distrito Federal (STIU-DF).

"O resultado dessa votação foi uma GRANDE vitória dos trabalhadores eletricitários e urbanitários do Brasil! Talvez a maior vitória em votações no Congresso contra o governo Temer até agora. Desde o golpe"

"Essa vitória se deu, principalmente por nossa luta desde agosto de 2017, quando o governo anunciou um grande pacote de privatizações de estatais e escolheu a Eletrobras como a primeira a ser vendida", afirma o dirigente da CTB e do STIU-DF, Victor Frota. 

Entre as inúmeras ações conduzidas pela categoria, Frota destaca a realização de assembleias semanais, paralisações, greves nas bases, corpo a corpo com parlamentares da Câmara e do Senado,  ações jurídicas e uma grande campanha de comunicação para informar a população.

"O resultado dessa votação foi uma GRANDE vitória dos trabalhadores eletricitários e urbanitários do Brasil! Talvez a maior vitória dos trabalhadores brasileiros em votações no Congresso contra o governo Temer até agora. Desde o golpe", analisa. 

Veja como votaram os senadores

O texto do projeto de lei havia sido aprovado em julho pela Câmara dos Deputados e para se tornar lei precisava também do aval do Senado, mas foi rejeitado por 34 votos a 18, com uma abstenção.

Das seis distribuidoras incluídas na proposta, o governo já realizou o leilão de quatro: Companhia Energética do Piauí (Cepisa), leiloada em julho; Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron) e Boa Vista Energia, que atende a Roraima, em agosto.

As outras duas são a Amazonas Distribuidora de Energia, cujo leilão tinha sido adiado para a semana que vem, e a Companhia Energética de Alagoas, onde uma decisão judicial suspendeu a privatização.

Segundo o dirigente Victor Frota, após o veto ao projeto ontem, o departamento jurídico das entidades sindicais estão avaliando a possibilidade de que sejam revistas as vendas das outras distribuidoras. 

Portal CTB 

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