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Começou ontem o 3º Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação (ENDC), promovido pelo Fórum Nacional pelo Direito à Comunicação (FNDC), na Universidade de Brasília (UnB).

Na manhã de hoje (27), o ENDC debateu internet, liberdade de expressão e privacidade. Participaram desta conferência Flávia Lefévre, da PROTESTE (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor); Dafne Plou, da Associação para o Progresso das Comunicações da Argentina; Murilo Ramos, professor da Faculdade de Comunicação da UnB; e Joana Baron, da Coding Rights.

Durante a tarde, diversas atividades temáticas foram realizadas. A Secretária Nacional de Comunicação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Raimunda Gomes (Doquinha), participou da mesa que tratou do monopólio da mídia e o ataque aos direitos trabalhistas e previdenciários.

O Caminho é a unidade

Doquinha fez um resgate da história recente do Brasil, onde a mídia cumpriu o papel preponderante na construção da desestruturação social e na divisão do país, instigando o ódio. “A narrativa da grande mídia construiu um consenso na sociedade de que os lutadores sociais são baderneiros e abre espaço para o crescimento da criminalização dos movimentos sociais, com consonância na sociedade”, disse a Secretária de Comunicação da CTB.

“No caso da reforma trabalhista e da reforma da previdência, a mídia e a propaganda oficial do governo fica martelando na cabeça da classe trabalhadora dizendo, por exemplo, que a CLT gera desemprego, que a Previdência está quebrando e que, portanto, com as reformas serão gerado empregos. Ou seja, vão ganhando a mente da população que passa a acreditar que o caminho é o de abrir mão de direitos, precarizar o trabalho vai salvar o país da crise”, afirmou Doquinha.

Para a dirigente, a greve geral do dia 28 de abril começou a cunhar um outro entendimento. A população começou a perceber que havia algo errado nas propostas do governo ilegítimo. Mesmo assim, os grandes veículos passaram o dia inteiro trabalhando para desconstituir a grandiosidade da greve. “Eu costumo dizer, no entanto, que a medida da greve não é o número de pessoas nas ruas, mas a ausência delas. Isso aconteceu”.

Doquinha disse que o mesmo ocorreu no dia 24 de maio, quando mais de 150 mil brasileiros e brasileiras ocuparam as ruas de Brasília. A narrativa da imprensa foi em torno do incidente.

A Secretária de Comunicação encerrou sua fala saudando o fato de que as centrais sindicais estão despertando para a necessidade de construir uma narrativa e materiais conjuntos, com o envolvimento coletivo. Para ela, o caminho da unidade é a alternativa para enfrentar as lutas vindouras.

De Brasília, Sônia Corrêa – Portal CTB

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