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Na entrega do 27º Prêmio da Música Brasileira, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (22), Elza Soares foi contemplada com o prêmio de Melhor Álbum, com “A Mulher do Fim do Mundo”, na categoria Pop/rock/reggae/hip-hop/funk.

Um prêmio a mais para a “cantora do milênio”, definido pela BBC, não fosse concedido à véspera de seu aniversário de 79 anos, que ocorre nesta quinta-feira. Em sua página do Facebook, a cantora carioca se emocionou.

“Não dormi pensando em como seria o Prêmio da Música Brasileira... A minha ligação com Gonzaguinha é muito grande. Fui a primeira a gravar música dele. Tinha e ainda tenho muito carinho e respeito por ele... Cantar ‘O Que É, O Que É’ significa muito para mim”, escreveu.

Elza cantando Gonzaguinha

Gonzaguinha (1945-1991) foi o homenageado desta edição da premiação pelo conjunto de sua obra. Suas canções ganharam interpretações de João Bosco, Lenine e Ney Matogrosso.

A cantora enfrenta também uma polêmica absurda envolvendo seu mais recente trabalho, justamente o álbum premiado. Tem gente defendendo boicote a esse disco, porque o trabalho teria contado com “homens machistas” em sua produção.

Mas o boicote não está pegando. “A coisa que eu mais queria fazer neste momento era falar sobre a mulher. Que está acima de qualquer coisa... Falar da negritude. Da homofobia. Dos sexos... Gritar”, escreveu Elza nas redes sociais.

“Ainda existem mulheres caladas, submissas, reprimidas e é para essas mulheres que eu falo. Não podemos nos calar. Precisamos gritar quando algo ruim acontece contra nós, mulheres. Não podemos ter medo. Quando nos encorajamos, fortalecemos as que estão enfraquecidas”, falou Elza em entrevista à Rede Brasil Atual.

A Mulher do Fim do Mundo (Romulo Fróes e Alice Coutinho)

 

Ela ainda conclui ter “voz e bastante força para falar a respeito de ‘A Mulher Do Fim Do Mundo’. Eu conheço. Passei por dramas todos da vida”. Para comemorar, a cantora carioca pede a participação dos fãs na gravação de um especial sobre a premiação que lhe foi concedida, saiba como aqui.

“Muito obrigada por esta noite, meus queridos... E muito obrigada por este prêmio, tão significativo, num momento tão importante para mim, em que me preparo para eternizar o show do disco através do Kickante”, acentuou emocionada.

Felicidade é ter Elza Soares, aos 79 anos, abrilhantando a música popular brasileira com sua voz e timbre únicos. Sempre cantando as dores, as alegrias e os amores do povo. Sem medo de ser feliz, defendendo a cultura brasileira e transpirando talento por todos os poros.

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Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

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