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O jornalista e escritor Fernando Morais teve sua página do Facebook bloqueada na noite em que ocorria a votação da admissibilidade do pedido de impedimento da presidenta Dilma pela Câmara dos Deputados no domingo (17).

Veja a página de Fernando Morais aqui.

“A censura imposta desde domingo à noite ao ‘foicebook’ foi suspensa há poucos minutos”, escreveu Morais em sua página da rede social hoje (18). Ele afirma ainda que “um diretor do Facebook me ligou para informar que a censura tinha sido imposta a partir de uma denúncia de postagem de nudez”.

Por isso, cresce a suspeita de que grupos defensores do impeachment tenham organizado uma onda de denúncias contra Morais e, quando isso acontece, a pessoa fica impedida de mexer em suas publicações por 30 dias.

Tudo porque o funcionamento do Facebook se dá por algorítmos e, portanto, não se individualiza e não se dá chance de defesa aos denunciados. Então, com um certo número denunciantes a página fica suspensa para averiguações, segundo a rede social.

O ativismo político e as ideias comunistas podem ter influenciado o bloqueio pela rede social de Mark Zuckerberg. Além disso, Morais acompanha o ex-presidente Lula em suas palestras para escrever um livro e tem sido voz constante nos atos contra o impeachment de Dilma.

De acordo com o escritor, a revogação de sua pena aconteceu depois de interferência de Keffin Gracher, responsável pela comunicação digital do governo federal. “A revogação da censura é, estou certo, resultado da gritaria feita aqui mesmo, no Facebook”, reforça em sua página já de volta.

Autor de importantes livros como “A Ilha” (1976), “Olga'' (1985), “Chatô: o Rei do Brasil'' (1994), “Corações Sujos” (2000) e “Os Últimos Soldados da Guerra Fria” (2011), Morais se diz “ de novo, um branco forro”, alforriado para exercer o que sabe fazer bem: escrever. E além disso, denunciar as mazelas de golpistas de plantão.

Ele reclama do ocorrido: “O episódio encheu muito o meu saco”. Além de relatar que conviveu com a censura "da noite de 13 de dezembro de 1968, quando foi editado o Ato-5, até o dia 2 de junho de 1976, quando os censores deixaram as redações da grande imprensa”.

Assim, acentua que “não tenho mais idade nem paciência para censor. Para evitar novos dissabores talvez eu tenha que seguir o conselho de amigos e começar a migrar do Facebook para um blog”.

E para que ninguém se esqueça, ele conclui, bem ao seu estilo, o texto com um PS: “Só para não esquecer. A família Marinho e as Organizações Globo são inimigas do Brasil e dos brasileiros e assim devem ser tratadas”.

Bruno Torturra também é bloqueado

Contrário ao impeachment da presidenta Dilma, o jornalista Bruno Torturra também teve sua página nessa rede social suspensa por “suspeita de ser uma conta falsa”. Torturra teve mais sorte que Morais, sua conta foi liberada no mesmo dia.

A página de Torturra aqui.

Ele reclama de não ter sido “consultado previamente” e acha errado isso ocorrer “sem a chance de defesa prévia” porque “essa dinâmica protege caluniadores”.

Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

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