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A cena onde as personagens Marocas e Miss Celine visitam uma escola municipal de São Paulo (Foto: Reprodução daTV Globo)

Cada dia que passa fica mais evidente o posicionamento político da Rede Globo. Em toda a sua programação, ataca os interesses da classe trabalhadora e defende os valores da burguesia. A emissora da família Marinho confirma uma frase de Karl Marx, em seu livro Liberdade de imprensa: “Ninguém é contra a liberdade, no máximo se é contra a liberdade dos outros”.

O capítulo 29, da novela O Tempo não para (dirigida por dirigida por Adriana Melo, Leonardo Nogueira e Marcelo travesso, com roteiro de Bibi de Pieve, Mário Teixeira e Tarcísio Lara Puiati), é um bom exemplo disso.

Em uma cena a emissora ataca “de maneira vil o serviço público e o trabalho das educadoras e educadores nas escolas públicas, totalmente fora da realidade, com o objetivo de privilegiar os barões da educação, defendendo a privatização”, diz Marilene Betros, secretária de Políticas Educacionais da CTB.

Na cena, duas personagens visitam uma escola pública da rede municipal no bairro da Freguesia do Ó, na capital paulista. Aparece a diretora para atendê-las. Elas já perguntam porque não tem aula e a resposta é que as educadoras e educadores estão em greve.

Confira aqui a cena que foi ao ar no dia 1º de setembro 

A diretora pergunta o que querem. Uma diz que é professora e está desempregada. A diretora então responde que para trabalhar ali somente através de concurso. A outra quer vaga para as suas irmãzinhas. A diretora é categórica: “Não tem vaga”.

As duas visitantes reclamam da precariedade da escola. Onde falta tudo, inclusive livros. Depois continuam o diálogo numa lanchonete criticando a necessidade de concursos para a entrada no serviço público.

“A cena é exemplar do pensamento neoliberal sobre o Estado mínimo. Mostram o serviço público como ineficiente e, principalmente a educação como precária e com profissionais descomprometidos”, assinala Marilene.

Não é novidade, a Rede Globo de televisão usar as telenovelas para enviar mensagens subliminares, sempre propagando os valores contrários à classe trabalhadora, a liberdade e mais ainda à igualdade de direitos. Nesse sentido, a teledramaturgia da emissora de maior audiência do país atinge as massas com o ideário burguês.

Para a sindicalista baiana, “é um verdadeiro crime, mostrar em cena de novela, algo tão contrário aos interesses da maioria da população, atacando o ensino público, em vez de mostrar a realidade desse governo golpista que acaba com o Plano Nacional de Educação, corta o orçamento do Ministério da Educação e tira verbas do petróleo destinadas à educação”.

Como parte da novela se passa no século 19 e outra na atualidade, a Globo deixa claro a sua disposição ao retrocesso, mostrando a antiguidade como um tempo melhor e que “os bons tempos” - para eles - deveriam voltar.

Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

 

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