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Milhares de argentinos e argentinas saíram às ruas, na última quinta-feira (14), para protestar contra a votação da reforma previdenciária na Câmara dos Deputados daquele país. Após as manifestações, a sessão foi adiada para a próxima segunda.

Em entrevista ao Portal CTB, o coordenador da Federação Sindical Mundial (FSM) na Argentina e secretário-geral do Sindicato Argentino da Manufatura do Couro (SAMC), Erneto Trigo, avaliou como exitosa a manifestação convocada pelas centrais sindicais e com ampla adesão dos dos partidos de esquerda e movimentos sociais.

“Essa lei reduz os salários dos aposentados para pagar as dívidas do Estado”, denunciou Trigo. Segundo ele, o papel das centrais sindicais foi fundamental para o sucesso da mobilização que foi duramente reprimida pela polícia nas ruas de Buenos Aires.

Nesta sexta (15), o presidente argentino, Mauricio Macri, se reuniu com governadores para dialogar sobre a reforma e seu adiamento por causa do descontentamento popular. Segundo o sindicalista argentino, as centrais vão continuar a resistência.

“As CTAs (Autônoma e dos Trabalhadores) e a Corrente Federal dos Trabalhadores, que é integrada por sindicatos da CGT, estão em alerta permanente. Acredito que, se colocarem a reforma em votação na segunda, o povo sairá às ruas novamente”, informou o sindicalista.

Nessa batalha contra as reformas neoliberais naquele país foi constituída a Intersindical, uma versão argentina da Frente Brasil Popular, já que aglutina o movimento sindical classista, estudantil, partidos políticos entre outras organizações. Esta articulação decisiva para o êxito da manifestação.

Érika Ceconi - Portal CTB

 

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