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Atrasos, suspensões e testemunhos contraditórios caracterizam o julgamento contra os onze camponeses paraguaios acusados como responsáveis pelas mortes dos seis policiais na matança de Curuguaty. As sentenças, que variam de cinco a 40 anos de prisão, serão anunciadas nesta segunda-feira (11) às 13 horas (horário local) 12h00 (horário de Brasília).   

Leia também: Massacre em Curuguaty criminaliza trabalhadores rurais sem-terra

Movimentos sociais, entre eles o capítulo paraguaio da Federação Sindical Mundial (FSM), estão em vigília em frente ao Palácio da Justiça e exigem a libertação dos trabalhadores rurais sem-terra acusados sem nenhuma prova.

De acordo com o secretário de Relações Internacionais da CTB, Divanilton Pereira, “é inaceitável que os camponeses, que não tinham a mesma quantidade de pessoas nem as armas que possuíam os policiais, sejam condenados por um crime que não cometeram”, denuncia.

Leia abaixo a íntegra da nota da CTB em solidariedade aos camponeses:

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) se solidariza com os trabalhadores rurais sem-terra paraguaios injustamente condenados pelo Massacre de Curuguaty e exige sua imediata libertação.

A matança, pretexto para o golpe parlamentar de Estado contra o presidente Fernando Lugo em 2012, vitimou onze camponeses e seis policiais, mas somente os sem-terra, que não tinham o mesmo poder de fogo, foram investigados pelo Ministério Público e terão a sentença, que pode chegar a 40 anos de prisão, anunciada nesta segunda-feira (11).

É inaceitável que os trabalhadores rurais sem-terra sejam condenados em um desproporcional enfrentamento onde 324 policiais fortemente armados foram designados para uma reintegração de posse no acampamento Marina Kué (Curuguaty) local em que estavam cerca de 60 camponeses (metade deles idosos, mulheres e crianças).

Também denunciamos a prisão do líder camponês, Rubén Villalba, condenado, sem nenhuma prova, por suposto deleito 2008, e a perseguição política sofrida por sua trajetória o movimento agrário no Paraguai.

Nos solidarizamos com as famílias das vítimas do confronto e exigimos que os verdadeiros responsáveis por este massacre que culminou com o afastamento do presidente democraticamente eleito Fernando Lugo sejam devidamente investigados e condenados.

Divanilton Pereira, secretário de Relações Internacionais da CTB e coordenador da FSM Cone Sul

Portal CTB

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