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No último domingo (26), hondurenhos e hondurenhas saíram às ruas do país para exercer seu direito ao voto e eleger o próximo mandatário, porém os resultados ainda não foram divulgados - até a manhã desta sexta-feira (1/12).

“Acham que temos caras de bobos e querem roubar nossa vitória”, denunciou o candidato da oposição, Salvador Nasralla, que vinha apresentando uma vantagem em relação ao candidato à reeleição, Juan Orlando Hernández. No país não há segundo turno, ganha quem tiver o maior número de votos.

Nasralla anunciou, em coletiva de imprensa, que “não reconhecemos os resultados do sistema trapaceiro do Tribunal Eleitoral” porque às 15h00 (hora local) “caíram os sistemas, caiu tudo e começaram a entrar atas que não estão assinadas” nas somas feitas pelo ente eleitoral, denunciou. "Propomos ações imediatas de transparência", destacou.

nasralla

Em meio a protestos e repressão policial, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), David Matamoros, informou que nesta sexta iniciará uma apuração especial. “Há uma quantidade de urnas que não apresentam todas as condições para poder ser qualificadas como preenchidas corretamente, trabalho que corresponde aos partidos políticos, não ao tribunal. Nos vemos obrigados a abrir as urnas e contar os votos”, ressaltou Matamoros.

Na quinta (30) partidários de Nasralla protagonizaram manifestações para exigir que o resultado da eleição fosse anunciado e foram duramente reprimidos pela polícia militar. Segundo agências internacionais, pelo menos três pessoas morreram e 19 ficaram feridas durantes os protestos em Tegus, La Paz e Ceiba.

Segundo o TSE daquele país, Hernández apresenta, até o momento, 1.332.833 dos votos e Nasralla 1.286.245. Para o ex-presidente de Honduras, Manuel Zelaya, que sofreu um golpe em 2009, esses dados foram manipulados.

“A CTB exige respeito e transparência no processo eleitoral hondurenho. A vontade popular deve ser respeitada através dos votos”, expressou o vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e secretário-geral adjunto da Federação Sindical Mundial (FSM), Divanilton Pereira.

Portal CTB - Fotos, Reuters 

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