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A Federação Sindical Mundial (FSM) completa 73 anos hoje (3) e a data marca o Dia Internacional de Ação, no qual as entidades sindicais amigas e filiadas promovem atividades em defesa dos direitos da classe trabalhadora guiadas por um tema específico escolhido pela FSM. Este ano, o lema defendido pela entidade é Segurança social e saúde gratuita para todos.

Federação Sindical Mundial convoca Dia Internacional de Ação 2018

Para celebrar a data, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) divulga a história da entidade sindical internacional e seu papel no mundo do trabalho. 

O que é a FSM?

A Federação Sindical Mundial (FSM) representa mais de 92 milhões de trabalhadores e trabalhadoras em 126 países. Foi fundada em Paris, em 3 de outubro de 1945 e é a organização sindical internacional mais antiga.

A entidade segue a linha do movimento sindical classista e luta contra o capital e o imperialismo e por uma sociedade sem exploração do homem pelo homem. Ela detém o status consultivo no âmbito da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e desempenhou um papel crucial para o estabelecimento da Convenção 87, que trata da liberdade sindical e da proteção ao direito à sindicalização.

A FSM mantém uma representação permanente da Organização nas Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, na FAO, em Roma e na UNESCO, em Paris. 

Como se estrutura?

O Congresso Sindical Mundial é realizado a cada cinco anos. O Conselho Presidencial é composto por 45 membros eleitos, o Secretariado é composto por 7 membros eleitos.
Tem escritórios sub-regionais e regionais em todos os continentes e divisões setoriais, as Uniões Internacionais Sindicais (UIS) em todos os setores de importância estratégica.

Escritórios Regionais: 1. África – de língua inglesa: Johannesburgo, África do Sul. 2 África – de língua francesa: Libreville, Gabão. 3 Ásia-Pacífico: Nova Déli, Índia. 4 Europa: Nicósia, Chipre. 5 América Latina e Caribe: Havana, Cuba. 6 Oriente Médio: Damasco, Síria. 7 América do Norte: Nova Iorque, E.U.A.

Escritórios Sub-Regionais: 1 América Central: São José, Costa Rica; 2 Leste Asiático: Kuala Lumpur, Malásia; 3 Mundo Árabe: Bahrain; 4. CONESUL: São Paulo, Brasil

Organizações Setoriais (UIS): 1. Agroalimentar (UISTAACT): Paris, França; 2. Banco e Seguros (BIFU): Nova Déli, Índia; 3. Trabalhadores da Construção e Empregados Aliados (UITBB): Helsinki, Finlândia; 4. Educação (FISE): Caracas, Venezuela; 5. Energia: Johannesburgo, África do Sul; 6. Hotel & Turismo: Atenas, Grécia; 7. Metal e Mineração: São Paulo, Brasil; 8. Pensionistas: Barcelona, Espanha; 9. Serviços Públicos: São Paulo, Brasil; 10 . Transporte: Lisboa, Portugal


Onde está localizada?

De 1945 a 1953 sua sede era em Paris, França. Em 1953-1956, em Viena, Áustria. Em 1956-2005, a FSM se estabeleceu em Praga, República Tcheca. Desde janeiro de 2006, a sede encontra-se em Atenas, Grécia.

Qual papel desempenha na luta da classe trabalhadora mundial?

Durante a sua trajetória e até agora, a FSM teve um papel central nas lutas contra o apartheid e o racismo, lutou contra o colonialismo, contra a política do governo dos EUA, a OTAN, Israel e seus aliados; contra a barbárie do capitalismo. Esteve à frente na conquista de todos os direitos trabalhistas e sindicais.

A ação da FSM é rica em nível central, regional e setorial, tem como objetivo unir as forças da classe trabalhadora na luta de classes; para unir os trabalhadores, sem importar a sua ideologia, religião, língua, gênero; unir as pessoas simples na luta contra a exploração capitalista e contra o imperialismo.

Quais são seus princípios básicos?

• Funcionamento democrático – eleições para todos os órgãos, em todos os
níveis
• Orientação internacionalista, solidariedade internacional, internacionalismo.
• Lutar pela paz e a amizade entre os povos - contra as guerras imperialistas
• Defender o direito de cada povo, de cada classe trabalhadora de decidir
por si mesmos, sobre o seu presente e futuro.
• Os recursos naturais de cada país pertencem ao povo e aos trabalhadores
do país. A FSM opõe-se à privatização.
• Unidade da classe trabalhadora – Aliança social com os camponeses
pobres, os trabalhadores por conta própria, os intelectuais, as populações
indígenas.
• Envolver os jovens, as mulheres e os trabalhadores migrantes na vida, ação e administração dos sindicatos.
• Prioridade aos temas de seguridade e saúde para os trabalhadores, a qualidade de vida e o entorno em geral.
• Promover a luta contra as empresas transnacionais e a organização da coordenação internacional e a solidariedade da classe trabalhadora.
• Direito de todos os trabalhadores à saúde, à educação e à seguridade
social públicas e gratuitas. A melhoria contínua dos padrões de vida, salários
e pensões, seguindo as conquistas científicas e o progresso técnico.
• A FSM, sendo uma organização sindical classista, reforça a crítica, a autocrítica e a camaradagem entre dirigentes e filiados.
• Luta pelas liberdades sindicais e democráticas, contra a violência de
Estado, o autoritarismo e a perseguição a sindicalistas. Contra o neofascismo e
o racismo.
• Defende o direito à greve e todos os direitos sindicais.
• Golpeia o arrivismo, o elitismo, a manipulação e a corrupção das consciências.
• Organiza seminários e formação sindicais.

Outras informações em sua página oficial: http://www.wftucentral.org/

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