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Uma das atletas mais influentes da Venezuela, a esgrimista Alejandra Benitez, que está no Rio de Janeiro para participar da Olímpiada, disse que irá protestar contra o golpe, durante a cerimônia de abertura dos jogos nesta sexta-feira (5).

A ex-ministra do Esporte (2013 e 2014) no governo de Nicolás Maduro e deputada pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) disse à Folha de S.Paulo que não acenará para o presidente interino Michel Temer, que estará nas tribunas do Maracanã, durante o desfile das delegações.

"É triste que não tenha havido um apoio mais contundente à companheira Dilma [Rousseff]. E, neste momento dos Jogos, não se pode fazer nada porque ela não vai estar lá na cerimônia de abertura", disse a atleta que sempre foi ligada ao ex-presidente venezuelano Hugo Chávez.

"Lamento porque pensava que ia passar pelo estádio e iria saudar a Dilma, como presidente da república. Mas agora há um golpista. Eu não vou saudá-lo, por exemplo, porque é um golpista. Não sei se todos os venezuelanos vão, mas eu não vou. Passarei diretamente porque ele é um golpista, e os golpistas são antidemocráticos. Eu sou pela democracia e pela justiça. Queria ver a Dilma, e não vou a saudá-lo", afirmou.

A atleta que já declarou admiração pelos ex-presidentes Lula e José Mujica, do Uruguai, também mostrou apoio à presidenta afastada Dilma Rousseff "É terrível o que vemos. Um golpe de estado que estão legalizando. Eu, como mulher, acredito que também foi um ato machista, algo patriarcal, contra a mulher. Na política, o homem acredita que deve se impor ante a mulher, e que ela não tem méritos por estar lá", disse, quando questionada sobre o processo de impeachment instaurando contra Dilma Rousseff.

"Me incomoda. Dói, afeta, sim. Porque sou política, sou mulher e sou de esquerda. Aconteceu comigo também. No mundo dos dirigentes esportivos eles creem que os homens devem ter domínio absoluto e as mulheres só servem para acompanhá-los. Eu sigo na política, trabalhando no meu trabalho social, no partido socialista", completou.

Três vezes prata em Jogos Pan-Americanos, ela esteve nos Jogos Olímpicos de Atenas-2004, Pequim-2008 e Londres-2012, onde conseguiu a 15ª colocação, sua melhor em uma edição.

Com informações da Folha de S.Paulo 

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