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A Federação Sindical Mundial (FSM), entidade a qual a CTB é filiada, divulgou uma nota, nesta sexta-feira (22), para expressar sua solidariedade ao povo turco que sofreu uma tentativa de golpe na semana passada.

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A organização alerta que “não se sabe ainda qual é o papel dos Estados Unidos e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) nessa tentativa de golpe” e denuncia a situação de “pobreza, desemprego e insegurança” da classe trabalhadora na Turquia e para o “uso benéfico” da situação pelo governo de Erdogan.

“Recep Tayyip Erdogan está utilizando estes acontecimentos para deter, demitir funcionários públicos, prender e organizar perseguições generalizadas em todos os lugares”, expressa o comunicado.

Leia abaixo a íntegra:

A Federação Sindical Mundial expressa sua solidariedade ao povo da Turquia e apoia as organizações membros e amigas da FSM na Turquia.

Os membros e amigos da FSM na Turquia, todos os sindicatos militantes do país estão lutando em condições difíceis. Eles têm que enfrentar políticas antissociais e anti-trabalhistas do governo de AKP, eles têm de enfrentar as práticas reacionárias e antidemocráticas da burguesia.

A grande maioria da classe trabalhadora na Turquia vive em condições de pobreza, desemprego e insegurança para o seu presente e futuro. Esta situação torna-se pior hoje após a tentativa de golpe e o uso benéfico desse pelo Governo de Erdogan.

A Turquia é um país que participa ativamente da guerra imperialista na Síria. Os capitalistas turcos buscam uma maior participação dos lucros dessa área, a classe capitalista da Turquia deseja ocupar um papel reforçado como uma forte potência regional.

Na rede complexa das contradições Inter imperialistas, a classe dominante da Turquia se esforça para promover os seus próprios interesses.

Estas competições geram confrontos internacionais e internos. O movimento organizado das poderosas forças do exército, o grande número de mortos, milhares de detenções e prisões, as batalhas nas ruas sublinham que os conflitos interimperialistas são enormes. Não se sabe ainda qual é o papel dos EUA e da Otan nessa tentativa de golpe.

Recep Tayyip Erdogan está utilizando estes acontecimentos para deter, demitir funcionários públicos, prender e organizar perseguições generalizadas em todos os lugares.

A FSM apela à classe trabalhadora na Turquia para não cair nas estratégias e contradições interimperialistas, a lutar para empoderar a unidade de classe, a resistir à violência do Estado e dos empregadores, a lutar para a satisfação de suas necessidades contemporâneas e para a melhoria das suas condições de vida e de trabalho.

A FSM exige o pleno respeito dos direitos sindicais e democráticos, o fim das guerras imperialistas e dos conflitos na região e o desmantelamento da Otan.

Atenas, 22 de julho de 2016
Secretariado da Federação Sindical Mundial 

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