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A Federação Sindical Mundial (FSM) enviou uma carta, na última terça-feira (19), para as autoridades colombianas denunciando o descaso da empresa multinacional Goodyear com os trabalhadores que estão em greve há mais de três meses.

De acordo com as denúncias, a empresa além de não ouvir as demandas dos funcionários apresentou uma contraproposta “com intenção clara de aumentar os dias de trabalho e atacar a estabilidade trabalhista, mudando os modelos de contratação”, alerta o documento assinado pelo secretário-geral da FSM, George Mavrikos.

Outra preocupação da organização internacional é com a integridade dos dirigentes sindicalistas. “Este conflito ocorre num país onde os direitos sindicais, trabalhistas e humanos são violados a cada dia, um país onde a perseguição aos sindicalistas e o direito à organização coletiva chegam a ponto de assassinato dos dirigentes sindicais”, diz o comunicado.

A CTB, organização filiada à FSM, também condena veementemente a forma com que a Goodyear está tratando seus trabalhadores e exige que as autoridades colombianas tomem providencias para assegurar que os direitos trabalhistas sejam respeitados.

Leia abaixo a íntegra do documento feito pela Federação Sindical Mundial:

Federação Sindical Mundial apoia luta dos trabalhadores da Goodyear na Colômbia

A Federação Sindical Mundial (FSM) se dirige ao Departamento de Normas Internacionais do Trabalho e ao Escritório de Atividades para os Trabalhadores (ACTRAV, sigla em espanhol) para expressar sua preocupação com a situação dos trabalhadores da empresa transnacional Goodyear na Colômbia, que estão exercendo seu direito de greve há mais de 90 dias, exigindo um acordo coletivo justo.

Desde o início do conflito trabalhista, a empresa teve uma posição inflexível frente às reivindicações do sindicato. A patronal apresentou uma contraproposta, com intenção clara de aumentar os dias de trabalho e atacar a estabilidade trabalhista, mudando os modelos de contratação, intenção que manteve durante toda a etapa de negociação direta, menosprezando as demandas dos trabalhadores.

Com fundamentos do direito na Constituição Nacional, a legislação trabalhista e os convênios internacionais da OIT, ratificados pelo governo colombiano, os trabalhadores executaram sua justa greve, desde o dia 13 de outubro de 2015.

Durante a greve, a empresa transnacional Goodyear tentou deslegitimar a luta dos trabalhadores com perseguição e manobras jurídicas e demandas para a direção do sindicato dos trabalhadores (Sintraincapla.)

A FSM considera que esta situação é muito preocupante e inaceitável, dado que a empresa e suas filiais na Colômbia são rentáveis. Além disso, deve levar em conta que este conflito ocorre num país onde os direitos sindicais, trabalhistas e humanos dos trabalhadores e dos sindicalistas são violados a cada dia, um país onde a perseguição dos sindicalistas e do direito à organização coletiva chegam ao ponto de assassinato dos dirigentes sindicais.

A FSM rechaça a atitude antissindical da empresa Goodyear contra os trabalhadores em luta e pede a intervenção da OIT contra esta situação que prejudica os direitos da classe trabalhadora.

        George Mavrikos, secretário-geral da Federação Sindical Mundial 

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