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Ter, Maio

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Além da assinatura do protocolo, durante a viagem também foi ratificada a realização do próximo congresso da União Internacional de Sindicatos da Metalurgia e Mineração (UISMM) no Egito.

A Fitmetal-Brasil assinou, na última quinta-feira (8/12) um protocolo de intenções na área de cooperação internacional com a Federação dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas, de Eletricidade e de Engenharia do Egito. O documento foi assinado na cidade de Alexandria, no penúltimo dia de visitas da delegação brasileira ao país do norte da África.

Durante 5 dias, seis dirigentes da Fitmetal (Marcelino da Rocha, Aurino Pedreira, Wallace Paz, Francisco Sousa, Marcelo Toledo e Todson Andrade) estiveram no Egito a convite de Federação local, com o intuito de conhecer um pouco da realidade dos metalúrgicos do país e estreitas as relações entre as duas entidades. No mês de março de 2016, coube aos brasileiros recepcionarem uma delegação egípcia (Veja aqui).

De acordo com o protocolo assinado, as duas federações irão manter, até 2020, uma constante troca de informações e experiências nas áreas sindical e trabalhista. Durante esse período, a cada ano uma nova delegação de egípcios e brasileiros irá visitar a outra nação, com o propósito de estender esse conhecimento ao maior número de trabalhadores e trabalhadoras possível.

Além da assinatura do protocolo, durante a viagem também foi ratificada a realização do próximo congresso da União Internacional de Sindicatos da Metalurgia e Mineração (UISMM) no Egito, no mês de abril de 2018 (Veja aqui).

Durante a curta estadia no Egito, a delegação da Fitmetal pôde visitar três fábricas (ABB, Toshiba e Alaraby, fabricante de peças automotivas) na região da capital do país, Cairo. O grupo também foi recebido na Embaixada do Brasil na cidade, entrou em contato com sindicalistas metalúrgicos e mineiros da Albânia e da Argélia, além de ser recepcionada em jantares por companheiros da central sindical local, a ETUF.

Confira abaixo a avaliação da viagem feita por cada um dos membros da delegação brasileira:

Marcelino da Rocha, presidente da Fitmetal: No total, ficamos no Egito entre segunda e sexta-feira, somente três dias realmente úteis para cumprirmos nossas agendas no país. O protocolo que assinamos coroa essa viagem, assim como a visita que fizemos à Embaixada Brasileira e às três fábricas do Cairo. Tudo isso nos permitiu conhecer um pouco da realidade dos trabalhadores e da conjuntura político-econômica que os afeta diretamente. O saldo, portanto, é extremamente positivo, com grandes perspectivas de nos aproximarmos cada vez mais e sacramentar nossa atuação internacional com a realização do Congresso da UISMM em 2018.

Francisco Sousa, secretário de Relações Internacionais da Fitmetal e secretário-geral da UISMM: Temos, em primeiro lugar, que destacar a capacidade da Fitmetal de dinamizar esse processo de trabalho da Secretaria de Relações Internacionais. Essa parceria concretizada no Egito solidifica uma experiência que deve dar frutos nos próximos anos, com uma melhor compreensão de nossas bases, sempre pensando na unidade da classe trabalhadora e na solidariedade internacional. Temos que cada vez mais nos organizar nessa área, com vistas às próximas visitas que faremos e que recepcionaremos. Isso exigirá muita atenção também dos nossos principais sindicatos, pois ações como essa ampliam o papel da Fitmetal em nível nacional e internacional.

Marcelo Toledo, secretário de Formação da Fitmetal: A viagem se demonstrou frutífera em vários aspectos: a troca de experiências, o conhecimento da realidade local e das demandas existentes entre os egípcios. Isso agrega conhecimento e experiência à nossa militância política. Para a área de Formação, o protocolo assinado nos impõe uma série de desafios. Temos que compreender a luta dos metalúrgicos não apenas em nosso país, mas em todo o mundo. Os trabalhadores em nível mundial precisam se unir em busca de uma realidade melhor para todos. No que diz respeito à área de segurança do trabalho, creio que temos um pouco mais de experiência do que os egípcios em certos aspectos. Cada povo tem sua experiência e tradição, seu próprio acúmulo de lutas, mas creio que temos condições de contribuir nesse debate junto aos nossos companheiros do Egito.

Todson Andrade, secretário da Juventude da Fitmetal e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Carlos Barbosa (RS): Para a Fitmetal, esse protocolo assinado certamente vai render bons resultados. São povos tão distantes, mas ao mesmo tempo com muitas semelhanças. Acredito que há muitos elementos que nos unem, apesar da dificuldade da comunicação entre nós, por causa dos idiomas. Creio que no Brasil temos vários elementos que eles não possuem no Egito e é importante compartilhar essas informações. O que vimos de perto é que o capitalismo se sintoniza de forma global. Precisamos ter essa compreensão para estarmos atualizados e levarmos isso para nossas bases, sempre pensando em como melhorar as condições dos nossos trabalhadores.

Wallace Paz, secretário-geral da Fitmetal: Foi uma visita extremamente gratificante, por ser a primeira delegação da Federação que sai do Brasil com dois objetivos já estabelecidos e consegue concretizar a ambos: a assinatura do protocolo e a confirmação da realização do Congresso da UISMM em 2018 no Egito. Essa atividade é o resultado de uma relação muito positiva entre as duas entidades, com boas chances de ampliar o papel o papel da UISMM em nível mundial. Para a Fitmetal, mesmo não sendo filiada à CTB, soubemos como incorporar as políticas que a central sindical vem desempenhando no seio da Federação Sindical Mundial. Os metalúrgicos classistas vão procurar dar sua contribuição e atuar sempre em defesa dos interesses da classe trabalhadora. Somos uma Federação nova, mas já procuramos demonstrar a necessidade de ampliar essas relações em nível internacional.

Aurino Pedreira, vice-presidente da Fitmetal: A Fitmetal deu um passo importante nesta viagem ao Egito. Foi uma experiência diferente poder conhecer a realidade daquele país, com suas próprias características, mas com resultados muito interessantes para nós e, creio, para todos os metalúrgicos do Brasil. Creio que será uma experiência muito rica para a CTB também, pelo papel que a central sindical passa a desempenhar em nível internacional. Ampliar essas relações vai nos permitir que tenhamos uma compreensão cada vez da realidade de luta dos trabalhadores de todo o mundo.

Por Fernando Damasceno - Fitmetal

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