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O último dia de Fórum Social das Resistências, que aconteceu de 17 a 21 de janeiro em Porto Alegre, e contou com a participação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), foi marcado pela leitura da carta com a síntese do evento e por apresentações musicais e de dança no Parque Farroupilha. Em reunião do Comitê Internacional, que também aconteceu no sábado (21), foi proposta a realização do Fórum Social Mundial em Salvador em fevereiro de 2018.

Sinait realiza atividade na tenda da CTB, no Fórum Social das Resistências

Além do lançamento do FSM em Salvador, a reunião do CI também definiu uma agenda de mobilizações até fevereiro: participação na COP 23, encontro da ONU que tratará mudança climática; protesto à reunião ministerial da OMC, que acontecerá em Buenos Aires em dezembro e; em contraponto ao fórum de Davos, fazer mobilizações em todo o mundo contra o modelo econômico neoliberal. “A ideia é fazer um ocupa geral para demonstrar que o mundo inteiro está contra essa linha e, então irá se concentrar na primeira quinzena de fevereiro, em Salvador”, afirma Mauri Cruz, membro do Comitê Internacional.

Cultura como ferramenta de inclusão

Com ampla programação musical, o Fórum Social das Resistências foi encerrado na tenda Contracultura a favor da Democracia, que recebeu bandas de rock, pagode, reggae, grupos de rap, dançarinos e ainda o lançamento do livro “A Limpeza Étnica na Palestina”, do historiador israelense Ilan Pappé. Para Malu Viana, diretora-executiva da Frente Nacional das Mulheres no Hip-Hop, “o dia superou as expectativas com uma programação da cultura como uma ferramenta de inclusão”.

Conhecido como Jukinha, o integrante do Fórum Permanente do Hip-Hop e B-boy ressaltou a importância da interação entre movimentos culturais e citou a reunião de estilos musicais no último dia do Fórum. “Cada um dos estilos chega nos jovens de uma maneira e consegue fazer com que esses jovens pensem, reflitam e tomem uma atitude”, relata. Uma das atrações do dia, o rapper Gangster, educador social e líder comunitário, diz que o “hip-hop é uma ferramenta de transformação porque a gente age com o coração e não com o bolso cheio”.

A música, que rolava durante todo o dia, só parou para a leitura da síntese do Fórum Social das Resistências, resultado das atividades de quinta-feira, em que 13 plenárias foram realizadas com o intuito de responder três perguntas: contra o que e contra quem nós resistimos; quais os valores que nossa luta/causa oferecem para um outro mundo possível e; qual a agenda que propomos para para 2017.

Leia abaixo:

“O momento é de crise social, econômica, democrática e ambiental. A democracia e todos os direitos estão em risco. Há uma ofensiva neoliberal, autoritária como ação orquestrada pelo grande capital. Esta ofensiva visa dividir os povos pela guerra e as violências. Aprofunda a crise ambiental que põe em risco a manutenção da vida de bilhões de seres humanos. Utiliza o patriarcado e o racismo como parte essencial da dominação capitalista. O monopólio dos meios de comunicação de massa são essenciais para manter essa dominação.

A tarefa imediata é fortalecer a solidariedade entre os povos. Unir as lutas e movimentos de resistências. Criar metodologias capazes de construir ações conjuntas pela superação das divergências. É preciso unificar as estratégias em todos os territórios”.

Por: Yuri Lopardo no Sul21
Foto: Guilherme Santos/Sul21

 

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