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Em uma cerimônia acompanhada por dezenas de líderes mundiais, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e o comandante das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) , Timoleón Jiménez, conhecido como Timochenko, assinaram na última segunda-feira (26/09) o acordo de paz entre a guerrilha e o governo da Colômbia.

CTB saúda histórico acordo de paz entre Farc e governo colombiano

O evento, realizado em Cartagena das Índias, no norte do país, marca uma das etapas finais do processo de paz iniciado em 2012 em Havana, Cuba, e que deverá ser referendado pela população colombiana em um plebiscito que será realizado neste domingo (02/10). A cerimônia promoveu o voto “sim” no referendo popular, que levará à entrada em vigor do acordo de paz entre a guerrilha e o governo.

Timochenko foi o primeiro a assinar o acordo, seguido pelo presidente, Santos. Os dois líderes utilizaram o “balígrafo”, uma caneta feita a partir de uma bala de fuzil, que representa a transição de um país em guerra para um país que promoverá a educação e o diálogo político entre grupos opositores.

Entre os líderes presentes no palco durante a cerimônia estavam Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, Michelle Bachelet (Chile), Nicolás Maduro (Venezuela), Raúl Castro (Cuba), Rafael Correa (Equador), Enrique Peña Nieto (México), Mauricio Macri (Argentina), Salvador Sánchez Cerén (El Salvador) e Pedro Pablo Kuczynski (Peru).

Acompanhada por uma plateia de convidados que usava exclusivamente roupas brancas, assim como os líderes no palco, a cerimônia contou com a apresentação de um grupo de mulheres negras que cantou sobre o desejo de paz do povo colombiano. Após a assinatura do acordo, aviões da Esquadrilha da Fumaça desenharam as cores da bandeira da Colômbia – vermelho, azul e amarelo – no céu de Cartagena.

"O processo de paz na Colômbia é já uma referência para o mundo", disse o líder das Farc, citando a ocupação israelense da Palestina e guerra na Síria como crises humanitárias que podem se beneficiar do modelo estabelecido em seu país. Jiménez também pediu perdão às vítimas da guerra "por toda a dor" causada nestes 52 anos de conflito. "Acabou a guerra. Bem-vinda essa segunda oportunidade sobre a Terra", finalizou o líder das Farc, citando o livro "Cem Anos de Solidão", do escritor colombiano Gabriel García Márquez, que apoiou durante sua vida as negociações de paz entre a guerrilha e o governo.

Com Opera Mundi 

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