Sidebar

24
Dom, Mar

Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

“Em um momento histórico desafiador, vamos nos lembrar de que nós somos centenas de milhares, milhões de mulheres, pessoas transgênero, homens e jovens que estão aqui na Marcha das Mulheres”, disse a filosofa e ativista feminista norte-americana, Angela Davis, durante ato das mulheres contra Donald Trump, realizado em várias cidades dos Estados Unidos, um dia após a posse do presidente.

Mulheres vão parar o Brasil em defesa da aposentadoria; confira a programação 

Junto a Davis, intelectuais e ativistas feministas norte-americanas publicaram um manifesto no qual convocam uma greve geral internacional das mulheres no 8 de março para marcar o início de uma nova onda de luta feminista militante.

Inspiradas em seu chamado e em movimentos feministas da região como o argentino Ni Una Menos (Nenhuma a Menos), mais de 30 países estão articulando atos, protestos e greves no Dia Internacional da Mulher. Em São Paulo e diversas cidades brasileiras, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) participa de atos que denunciarão a reforma da previdência proposta por Temer.

A Federação Sindical Mundial (FSM) homenageia, este ano, as mais de 800 mulheres que morreram em 24 de abril de 2013 em Bangladesh, quando o edifício de Rana Plaza colapsou. A construção abrigava cinco fábricas, responsáveis pela produção de vestuário para marcas mundialmente famosas como a Benneton, Carrefour e Walmart.

cartaz fsm mulher 2017

Em sua convocatória, a entidade sindical internacional além de reiterar sua solidariedade com “a mulher da Palestina, Síria, Iraque, Afeganistão e todo o mundo árabe, onde quer que sofram as intervenções dos Estados Unidos e de Israel”, também denuncia que “a mulher trabalhadora é mais afetada pelo desemprego, os recortes salariais e a violação de seus direitos fundamentais”, diz o comunicado

Leia abaixo a íntegra:

“Mulher trabalhadora sempre na primeira linha das lutas sociais, a vida e ação da FSM”

A Federação Sindical Mundial, por mais um ano, honra o aniversário do 8 de março, 160 anos depois da greve das trabalhadoras de Nova York, exigindo melhores condições de trabalho, igualdade e uma vida com direitos.

Enviamos nossas mais calorosas saudações a todas as mulheres sindicalistas que seguem a luta destas pioneiras, dentro do seio do movimento sindical classista e da FSM e as felicitamos por sua audácia e sua ação militante. Saudamos as mulheres trabalhadoras em todo o mundo, as mulheres pobres, esforçando-se cada dia para sobreviver e sustentar suas famílias. Saudamos as mulheres imigrantes e refugiadas, que deixaram seus países devido às guerras imperialistas.

Desde sua fundação até hoje, a FSM tem apoiado firmemente a mulher trabalhadora mediante várias atividades e iniciativas. Sempre destacou os problemas específicos que as mulheres enfrentam, como um grupo social mais afetado pela agressão do sistema capitalista, exploração, intervenções imperialistas. Tais problemas são a falta de necessário apoio social pela maternidade, os salários mais baixos, as formas de emprego mais flexíveis, as discriminações no mercado de trabalho e a falta do ócio que geralmente impede a participação nas atividades sindicais. Além disso, a mulher trabalhadora é vítima de violência patronal e de pressões racistas. As mulheres imigrantes e as refugiadas sofrem várias pressões e discriminações.

A situação e posição da mulher trabalhadora piora ainda mais na recessão e crise econômica como experiência os trabalhadores nos últimos anos em todo o mundo. A maioria das vezes, a mulher trabalhadora é mais afetada pelo desemprego, os recortes salariais e a violação de seus direitos fundamentais.
Pela ocasião do Dia Internacional da Mulher, reiteramos, mais uma vez nossa firme solidariedade com a mulher da Palestina, Síria, Iraque, Afeganistão e todo o mundo árabe, onde quer que sofram as intervenções dos Estados Unidos e de Israel.

Queridos companheiros,

Como movimento sindical classista, tomemos iniciativas para incrementar o número e a porcentagem de mulheres dentro das administrações dos sindicatos em todos os níveis. Com audácia e plano concreto, confiemos nas mulheres sindicalistas. A participação das mulheres e da juventude trabalhadora darão um novo impulso para a FSM e os sindicatos militantes.

Chamamos todos os sindicatos, membros e amigos da FSM para honrar o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, através de várias atividades e eventos que demonstrarão a necessidade por uma maior defesa dos direitos das mulheres trabalhadoras e pro uma reivindicação mais eficaz de medidas que melhorarão suas condições de vida e trabalho.

Federação Sindical Mundial 

Érika Ceconi - Portal CTB

0
0
0
s2sdefault

Quer saber o que acontece no movimento sindical e no mundo do trabalho?

Digite seu nome e e-mail para receber gratuitamente nosso informativo.