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A dois dias do início do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, a Oxfam (organização não governamental britânica) divulgou um estudo global sobre a desigualdade social que mostra que a riqueza detida por 1% das pessoas mais ricas do planeta superou o total somado dos outros 99% da população.

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O levantamento pesquisou dados do banco Credit Suisse, instituição que detém boa parte dos investimentos dos mais ricos do mundo, contabilizando dados patrimoniais de 4,8 milhões de adultos procedentes de mais de 200 países. Revelou também outro dado desolador: a soma do patrimônio de 62 felizardos equivale à riqueza da metade mais pobre da população mundial.

E a riqueza destes 62 bilionários teve um aumento de 44% desde 2010 – ou seja, no período que se seguiu à grave crise econômica que afetou dramaticamente os EUA e a Europa. Quase metade destes indivíduos é dos EUA, 17 são europeus e os outros provenientes da China, Brasil, México, Japão e Arábia Saudita.

O estudo é rico em detalhes. Informa também que US$ 7,6 trilhões do que os mais abastados possuem estão aplicados em paraísos fiscais, ou seja: não rendem um centavo de imposto em seus países de origem. Prejuízo às nações da ordem de US$ 190 bilhões.

O efeito disso na África e enorme. Segundo a Oxfam, 30% de toda a riqueza do continente são mantidas no exterior e representam perdas equivalentes a US$ 14 bilhões anuais, valores que poderiam ser revertidos aos governos destas nações em forma de impostos.

O documento lançado nesta segunda-feira 18 pede que líderes do mundo dos negócios e da política reunidos no Fórum tomem medidas para enfrentar a desigualdade no mundo.

Portal CTB com agências

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