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Sáb, Jun

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Novamente se conformou um cenário adverso e de outra vez ressurge a euforia em nossos inimigos e a pressa para tornar realidade os sonhos de destruir o exemplo de Cuba. Não será a primeira vez, nem tampouco a última, que a Revolução Cubana deverá enfrentar desafios e ameaças. Corremos todos os riscos e resistimos invictos 60 anos.

Para nós, assim como para a Venezuela e a Nicarágua, está muito claro que se estreita o cerco e nosso povo deve estar alerta e preparado para responder a cada desafio com unidade, firmeza, otimismo e fé inquebrantável na vitória.

Depois de quase uma década pondo em prática os métodos de guerra não convencional para impedir a continuidade ou frear o regresso de governos progressistas, os círculos do poder em Washington patrocinaram golpes de Estado, primeiro um militar para derrocar em Honduras o presidente Zelaya, e mais adiante recorreram aos golpes parlamentares-judiciais contra Lugo no Paraguai e Dilma Rousseff no Brasil.

Promoveram processos judiciais viciados e motivados politicamente, assim como campanhas de manipulação e descrédito contra dirigentes e organizações de esquerda, fazendo uso do controle monopolista sobre os meios de comunicação de massa. Desta forma conseguiram encarcerar o companheiro Lula da Silva e o privaram do direito de ser candidato presidencial do Partido dos Trabalhadores para evitar sua segura vitória nas últimas eleições. Aproveito a ocasião para fazer um chamamento a todas as forças políticas honestas do planeta no reclamo por sua libertação e para que cessem os ataques e a perseguição judicial contra as ex-presidentas Dilma Rousseff e Cristina Fernandez de Kirchner.

Aqueles que se iludiram com a restauração do domínio imperialista em nossa região deveriam compreender que a América Latina e o Caribe mudaram e o mundo também.

Nunca foi mais necessário marchar efetivamente pelo caminho da unidade, reconhecendo que temos numerosos interesses em comum. Trabalhar pela “unidade na diversidade” é uma necessidade impostergável.

Para alcançá-la, se requer um estrito apego à Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz, assinada pelos Chefes de Estado e Governo em Havana em janeiro de 2014, na qual nos comprometemos “com o estrito cumprimento de sua obrigação de não intervir, direta ou indiretamente, nos assuntos internos de qualquer outro Estado”, e a resolver as diferenças de forma pacífica, assim como a “respeitar plenamente o direito inalienável de todo Estado a escolher seu sistema político, econômico, social e cultural”.

Nós, cubanos, estamos conscientes de que sem o esforço sustentado de nosso povo para consolidar a capacidade defensiva do país, já teríamos deixado há muito tempo de existir como nação independente.

Nossa segurança na vitória se sustenta no sangue dos companheiros tombados e nos rios de suor derramados por milhões de cubanos ao longo de várias décadas, e particularmente nos últimos anos, que trabalharam para tornar realidade nosso principal objetivo de evitar a guerra.

O terrível vespeiro em que se converteria cada rincão de nosso país, repito, o terrível vespeiro em que se converteria cada rincão de nosso país, causaria ao inimigo um número de baixas muito superior ao que a opinião pública norte-americana estaria disposta a admitir.

O incremento da guerra econômica, com o fortalecimento do bloqueio e a contínua aplicação da Lei Helms-Burton, persegue o velho anseio de derrocar a Revolução Cubana por meio da asfixia econômica e da penúria. Esta aspiração já fracassou no passado e voltará a fracassar.

Nós defendemos o socialismo, sistema que o Governo dos Estados Unidos denigre, porque cremos na justiça social, no desenvolvimento equilibrado e sustentável, com uma justa distribuição da riqueza e as garantias de serviços de qualidade para toda a população; praticamos a solidariedade e rechaçamos o egoísmo, compartilhamos não o que nos sobra, mas inclusive o que nos falta; repudiamos todas as formas de discriminação social e combatemos o crime organizado, o narcotráfico, o terrorismo, o tráfico de pessoas e todas as formas de escravidão; defendemos os direitos humanos de todos os cidadãos, não de segmentos exclusivos e privilegiados; cremos na democracia do povo e não no poder político e antidemocrático do capital; buscamos promover a prosperidade da pátria, em harmonia com a natureza e cuidando das fontes das quais depende a vida no planeta; e porque estamos convencidos de que um mundo melhor é possível.

Em 60 anos frente às agressões e ameaças, nós, cubanos demonstramos a férrea vontade para resistir e vencer as mais difíceis circunstâncias. Apesar de seu imenso poder, o imperialismo não possui a capacidade de quebrar a dignidade de um povo unido, orgulhoso de sua história e da liberdade conquistada à custa de tanto sacrifício. Cuba já demonstrou que sim, foi possível, sim, é possível e sempre será possível resistir, lutar e alcançar a vitória. Não existe outra alternativa.

Fontes:
Discurso pelo 45º aniversário da fundação do Exército Ocidental, em 13 de junho de 2016.

Discurso na V Cúpula da Celac, em 25 de janeiro de 2017.

Discurso pelo 65º Aniversário do assalto aos quartéis Moncada e Carlos M. de Céspedes, em 26 de julho de 2018.

Discurso pelo 60º aniversário do triunfo da Revolução Cubana, em 1º de janeiro de 2019.

Discurso por motivo da proclamação da Constituição da República, em 10 de abril de 2019.

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