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O Portal CTB reproduz as Notas Internacionais diárias produzidas pela Socióloga e Cientista Política, Ana Prestes, desta sexta (7).

Notas internacionais (07/12/18)

- A prisão de Meng Wanzhou, diretora executiva financeira da chinesa Huawei e filha de seu fundador, teve forte impacto nas relações entre China e EUA nas últimas horas. Ela foi presa a pedido do governo norte-americano enquanto mudava de avião em Vancouver, no Canadá. A acusação formal é de que sua companhia fez negócios com o Irã, violando as sanções americanas. A chancelaria chinesa se pronunciou: “Prender alguém sem acusação clara é uma evidente violação de direitos humanos”. As ações de companhias chinesas de tecnologia sofreram grande impacto, não só a Huawei teve perdas, mas também suas concorrentes. Toda imprensa internacional, inclusive a chinesa, tem tratado o caso como uma escalada na guerra comercial entre EUA e China.

- Há uma grande expectativa sobre os novos protestos dos “jalecos amarelos” na França nesse sábado 8 de dezembro. Cerca de 90 mil policiais estarão nas ruas de toda a França, monumentos e museus fechados, assim como boa parte do comércio. Será o quarto final de semana consecutivo de manifestações. No dia de ontem, cerca de 700 estudantes de ensino médio foram presos no país durante manifestações contra a reforma na educação. Mesmo com a desistência do governo Macron “para o ano de 2019” de aumentar os impostos sobre os combustíveis, o clima é de que as manifestações serão grandes.

- Um vídeo com estudantes franceses ajoelhados e algemados provocou indignação na França.

- Os “coletes amarelos” também estão se organizando na Bélgica, na Holanda, na Alemanha, na Bulgária, na Sérvia, e por aí vai...

- O ministro do interior italiano, Matteo Salvini, comemorou ao anunciar que diminuiu em 96% o número de migrantes que entram na Itália pelo mar. O ministro já deixou vários barcos de migrantes a deriva nos portos italianos e chamou migrantes de “carne humana”.

- Uma resolução dos EUA contra o Hamas na ONU não foi aprovada por não atingir os dois terços necessários para sua aprovação. Apesar dos 87 países favoráveis, 57 foram contrários e houve 33 abstenções. A resolução trata do disparo de mísseis pelo Hamas em direção à Israel, na Faixa de Gaza.

- O presidente Lula deu sua primeira entrevista de dentro da prisão. Foi para a britânica BBC, com perguntas formuladas pelo jornalista Kennedy Alencar e respondidas via carta. As perguntas vão integrar um documentário que está sendo produzido pela BBC e será dividido em três partes: “What happened in Brazil?” (o que aconteceu no Brasil) a ser exibido a partir de 12 de janeiro.

- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, estevem em Moscou, na Rússia, e assinou acordos da ordem de US$ 6 bilhões com o presidente Vladimir Putin. São investimentos nos setores do petróleo e da mineração. Foram também assinados contratos para garanti de 600 mil toneladas de trigo para os venezuelanos.

- Os venezuelanos votarão para eleger vereadores no próximo domingo (9). Serão eleitos 335 conselhos municipais.

- Antes de seguir para a Rússia, Maduro havia recebido na Venezuela a visita do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, do chanceler do Irã, o aiatolá Sultani, e do presidente da Assembleia Suprema da Coreia do Norte, Kim Yong-nam.

- Está mais forte a pressão para que Julian Assange deixe a embaixada do Equador em Londres, onde está vivendo há seis anos. Segundo o presidente do Equador, Lenin Moreno, foi construído um acordo entre o governo equatoriano e o britânico que dá garantias da não extradição de Assange para os EUA. Assange, no entanto, acusa Moreno de tentar entregá-lo para a justiça americana.

- Assange enfrenta outro contencioso com a justiça, com relação a uma acusação de estupro que tramitou na justiça da Suécia. O caso foi arquivado pela justiça sueca, mas ele ainda pode ser preso em Londres, caso deixe a Embaixada, pois Londres considera que ele ainda tem um mandado de prisão vigente sobre o caso. O Reino Unido está com o passaporte de Assange em seus poderes.

- Após quatro anos de guerra e com o país em franca crise humanitária com fome extrema, a ONU conseguiu iniciar as primeiras negociações de paz entre as forças beligerantes do Iêmen. O encontro aconteceu na Suécia.

- A maior cidade de língua espanhola do mundo, a Cidade do México, será governada por uma mulher do campo progressista e popular, do partido Morena do também recém empossado presidente mexicano López Obrador. A física e engenheira Claudia Sheinbaum, que acaba de tomar posse. Sua vitória se deu sobre a candidatura do PRD (que governou por duas décadas a cidade) em aliança com o PAN e o Movimiento Ciudadano. A cidade do México é uma referência na América Latina na conquista de direitos civis, como o direito ao aborto legal e ao casamento homossexual. Sua população hoje é de 20 milhões de pessoas.

- Desde ontem (6) os cubanos tem acesso irrestrito à internet nos celulares. Foram feitas modificações também que ampliam a possibilidade de funcionamento de empreendimentos comerciais privados no país.

- Um referendo ocorrido na Bolívia em 2016 é reivindicado por parte dos bolivianos como impedimento da candidatura de Evo Morales para a reeleição na Bolívia. Os protestos, que são nacionais, chegaram até a fronteira do Brasil na região de Guajará-Mirim, Rondônia. A cidade limite boliviana é Guayaramerin. Na época do referendo, uma campanha difamatória contra Evo foi desencadeada envolvendo uma ex-namorada do presidente, Gabriela Zapata. Nos meses posteriores foi comprovada a manipulação das informações em torno do caso para prejudicar Evo.

- Acontece desde o dia 2 de dezembro até 12/11, em Brasília, a quarta rodada de negociações entre Mercosul e Canadá para o estabelecimento de um acordo de livre comércio.

- O ministro Aloysio Nunes Ferreira será o chefe da delegação brasileira que segue para o Marrocos onde será realizada a Conferência Intergovernamental para Adoção do Pacto Global para Migrações Seguras, Ordenadas e Regulares, entre os dias 10 e 11 de dezembro.

- Aconteceu ontem (6), reunião dos ministros de relações exteriores dos Estados membros do Mercosul para avaliação das negociações do acordo entre Mercosul e União Europeia. Não foram divulgados os resultados da reunião. Negociadores do Mercosul e da UE voltam a se reunir em Montevidéu entre 10 e 13 de dezembro.


Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor. 

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