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Neste ano, o Dia Mundial do Refugiado, celebrado nesta quarta, 20 de junho, é marcado pelas dramáticas consequências da decisão de Donald Trump de separar famílias de imigrantes detidos na fronteira com os EUA.

A medida drástica é mais um capítulo da política de tolerância zero com a imigração adotada pela administração de Trump, que também reduziu investimentos no acolhimento de refugiados e fechou centenas de agências de atendimento a refugiados em todo o país.

Sob impacto da crise americana, a mensagem do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para os refugiados, é de que a solidariedade e a disposição em ajudar essas pessoas devem ser uma responsabilidade global e compartilhada.

Dados da ONU para Refugiados apontam que, em 2017, 69 milhões de pessoas em todo o mundo deixaram suas casas e procuraram abrigo em outras nacionalidades.

O relatório também indica que essa já é considerada a maior crise de refugiados desde a Segunda Guerra. Na América Latina, o Brasil é o país com maior número de refugiados e solicitantes de refúgio (148.645 em 2017).

Em comunicado à imprensa, o secretário-geral da Anistia Internacional,  Salil Shetty, afirmou que "o mundo testemunha a pior crise de refugiados de nossa era, com milhões de mulheres, homens e crianças que lutam para sobreviver em meio a guerras brutais, redes de traficantes de pessoas e governos que perseguem interesses políticos egoístas, em vez de mostrarem compaixão humana A crise de refugiados é um dos principais desafios do século XXI, mas a resposta da comunidade internacional tem sido um fracasso vergonhoso. Precisamos de uma reforma radical das políticas e práticas para criar uma estratégia global coerente”.

Como forma de reverter a trágica situação, Shetty propôs a criação de um fundo para os refugiados e um compromisso coletivo para o recebimento de um milhão de pessoas nos próximos quatro anos. O pedido foi reforçado pelo relator especial da ONU sobre os Direitos Humanos de migrantes e assuntos de minorias, François Crépeau, que criticou as ações adotadas na Europa para lidar com o problema.

"Lamentamos a contínua ineficácia do sistema da União Europeia para controlar as fronteiras e a falta de coerência na abordagem das questões de migração", afirmou Crépeau durante debate no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra.

Portal CTB - Com informações do O Globo

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