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Na tarde da última quinta-feira (21), foi realizada no auditório da Fecosul, a plenária de juventude da CTB Nacional que faz parte da programação do Fórum Social Mundial. Com o título “Juventude e as Lutas”, a atividade foi mediada pelo Secretário de Juventude da Fecosul, Vitor Espinoza, e contou com as presenças de Rogério Nunes, representante a CTB Nacional; Sérgio de Miranda, vice-presidente da CTB-RS; Igor Pereira, Secretário de Juventude da CTB-RS; além de representantes de PIT/CNT, central sindical do Uruguai.

Vitor Espinoza abriu a atividade afirmando que a "juventude trabalhadora tem seu lado e tem que tomar lado defendendo a democracia e contra o golpe. Cada vez mais precisamos debater e unir a juventude urbana e rural porque o que nos une é a luta contra a exploração que o capital nos impõe, criando precarizações e formas de lucrar ainda mais em cima do nosso trabalho".

Na abertura, Sérgio de Miranda afirmou que “com a crise os trabalhadores são os primeiros a sentir os efeitos e pagar a conta. Principalmente a juventude, que sofre para entrar no mercado do trabalho, com a rotatividade de empregos nesse contexto e com as demissões. Por isso, esse ano nos reserva muitas lutas para defender os avanços econômicos, sociais e nossas conquistas que vieram da luta deste último período”.

O Secretário de Juventude, Igor Pereira, deu as boas-vindas às delegações que vieram de outros estados e afirmou que no centro da luta deste período está: “o enfrentamento na América Latina contra a ofensiva da direita, após anos de conquistas e hegemonia de governos progressistas. Momento que aumenta ainda mais a importância de dialogar com os trabalhadores, e em especial com a juventude trabalhadora. No Brasil, o espaço para enfrentar os ataques do capitalismo nesse momento, é através do fortalecimento da Frente Brasil Popular”.

Representando a Federação Sindical Mundial, o uruguaio Eduardo Burgos, afirmou que: “defendemos uma participação cada vez mais ativa da juventude nas lutas sindicais. São trabalhadores estudantes que precisam ser empoderados, passar por suas experiências históricas. Por isso, é fundamental que existam as secretarias de juventude e jovens nos espaços de direção sindical”.

Eduardo também falou sobre um trabalho desenvolvido pela PIT/CNT - Plenario Intersindical de Trabajadores - Convención Nacional de Trabajadores – única central sindical existente no Uruguai, que resgatou e ressocializou mais de 400 jovens regressos do sistema prisional uruguaio para o mercado de trabalho através de ações sindicais: “às vezes, para muitos jovens, o caminho da delinquência parece o caminho mais fácil para obter sobrevivência e obter ganhos econômicos, por isso, desenvolvemos esse trabalho que obteve sucesso e deve servir de exemplo para as centrais”.

Palestrantes apontam os desafios reservados para a juventude nesta conjuntura

Após as falas de abertura, foram feitas quatro apresentações que contemplaram os mais distintos desafios da juventude neste período, com destaque para a intervenção do presidente nacional da União da Juventude Socialista, Renan Alencar, e do presidente estadual da União Nacional LGBT do Rio de Janeiro, Marcelo Max.
Renan Alencar afirmou que “cabem as nossas gerações enfrentar o desafio de fortalecer a unidade da classe trabalhadora. Temos uma juventude, uma nova geração, que está em disputa politicamente. A UJS, que se organiza centralmente no movimento estudantil, reconhece a importância dos jovens também se organizarem no movimento sindical. Que é onde passarão a maior parte de suas trajetórias de vida. Hoje, ao contrário da década de 90, em que regiões do Brasil chegavam a ter 40%, 50% de desemprego na juventude, existem muito mais oportunidades de emprego formal. Os desafios são novos. E a CTB nos orgulha muito com a firmeza de seus posicionamentos políticos”.

O representante da UNA LGBT e também Diretor do Sindicatos dos Comerciários do Rio de Janeiro, Marcelo Max, afirmou que “muitos jovens trabalhadores de hoje, são muitas das vezes excluídos e ainda mais explorados no seu local de trabalho do que outras faixas etárias, com mais rotatividade de emprego. Mas também precisamos fazer o recorte em relação as LGBTfobias - os preconceitos contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais -, pois dentro do mercado de trabalho, por exemplo, não encontramos travestis e transexuais com emprego formal . Essa é uma grande preocupação. Precisamos pautar cotidianamente a inclusão e o combate a super exploração da população LGBT no mercado de trabalho.

Texto: Lucas Maróstica/CTB-RS
Fotos: Juliana Ramiro/Fecosul

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