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Servidores públicos franceses convocaram uma greve, nesta terça-feira (10), para protestar contra a ausência de aumento salarial e o corte de 120 mil funcionários previstos pelo governo de Emmanuel Macron.

Na opinião do secretário do Serviço Público e dos Trabalhadores Públicos da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), João Paulo Ribeiro, a iniciativa é positiva e tende a ocorrer nos países atingidos por políticas neoliberais.

“Para nós é uma grande satisfação que os servidores públicos franceses estão saindo às ruas e fazendo uma grande greve. A tendência é que estas manifestações se espalhem pelo mundo todo”, expressou o dirigente cetebista.

Além de expressar a solidariedade da Central com o protesto no França, João Paulo Ribeiro conclamou a categoria para defender seus direitos que, assim como no país europeu, também estão sendo ameaçados com a reforma trabalhista que entra em vigor em novembro.

“Somente com o povo na rua mostrando sua indignação é que a gente, de fato, vai manter e ampliar as conquistas dos trabalhadores e trabalhadoras do serviço público”, sublinhou o sindicalista em entrevista ao PortalCTB.

Ele informou ainda que “a CTB propôs divulgar, esta semana, uma moção conjunta em defesa dos servidores públicos em geral”. A ideia é trazer uma plataforma e plano de luta acirrada “nos mesmos moldes que grandes categorias do setor estão organizando. Nossa tendência é construirmos juntos a unidade da classe trabalhadora”, disse.

Nove sindicatos que representam 5,4 milhões de funcionários públicos, convocaram a manifestação para expressar a "profunda divergência" com as reformas de Macron.

A mobilização acontece no momento em que Macron, descrito pela oposição como o "presidente dos ricos", continua utilizando expressões depreciativas em relação aos trabalhadores.

Depois de terem apoiado o mandatário na eleição, os servidores "têm a sensação de que vão pagar pelas políticas do governo", afirmou Frederic Dabi, do instituto de pesquisas Ifop, laboratório de ideias independente, à Agência France Presse.

Os funcionários franceses estão descontentes com o congelamento de salários, o aumento dos descontos e o corte de 1.600 postos de trabalho em 2018, as primeiras medidas de um plano no qual Emmanuel Macron pretende cortar 120.000 empregos até 2022.

Esta é a quarta manifestação contra as reformas de Emmanuel Macron.

Portal CTB com agências
Foto: REUTERS/Regis Duvignau


*modificada às 16h20 para acréscimo de informação

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