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A ministra das Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodriguez, voltou a denunciar, nesta sexta-feira (5), que “a direita imperialista busca destruir e tomar de assalto o Mercosul”, a declaração foi feita após os chanceleres do Brasil, Paraguai e Argentina se posicionarem contra a transferência da presidência pro tempore para o país.

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Pelas regras, por ordem alfabética, a Venezuela deveria estar exercendo o cargo, pelos próximos seis meses, desde a última sexta-feira (29/7), quando o Uruguai deu por encerrada sua gestão, mas por discordância dos países membros isso não ocorreu.

Em declarações à imprensa, o ministro interino das Relações Exteriores do Brasil, José Serra, considera que “o presidente da Venezuela não tem condições para assumir a presidência do Mercosul”, disse. Ele enviou uma carta aos chanceleres dos países do grupo criticando a saída do Uruguai e diz não reconhecer a Venezuela na presidência do Mercosul.

Em resposta, na última segunda-feira (1), o governo bolivariano emitiu um comunicado oficial no qual denuncia as manobras para afastar o país da presidência do bloco e comparou a articulação dos países-membros com “uma nova Tríplice Aliança”.

“A República Bolivariana da Venezuela, em pleno exercício de sua presidência pro-tempore do Mercosul, denuncia as maquinações da direita extremista do sul do continente, conformada em uma nova Tríplice Aliança, que vem atuando de maneira sorrateira, através de manobras legalistas, para tratar de obstaculizar o que por direito”, diz a nota oficial. O presidente venezuelano, Nicolas Maduro afirma que seu país exercerá plenamente a Presidência temporária do Mercosul, apesar da pressão contrária.

O secretário de Relações Internacionais da CTB, Divanilton Pereira, acredita que isto é uma contraofensiva do imperialismo para impor seu plano neoliberal na região. “ A CTB condena veementemente este impasse para transferir a presidência rotativa do bloco, que atenta contra o processo de integração regional”, expressou o sindicalista.

Na quinta-feira (4), os sócios fundadores do bloco se reuniram, em sua sede de Montevidéu, mas, segundo agências internacionais, a reunião terminou sem qualquer avanço ou consenso. 

Portal CTB 

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