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Dom, Maio

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Está em curso uma contrarrevolução na Venezuela, sob a liderança dos EUA e com apoio das forças conservadoras nativas. O enredo já foi escrito e vem sendo encenado. O presidente Donald Trump esteve reunido na Casa Branca quarta-feira (13) com o presidente da Colômbia, Iván Duque, um político de extrema direita, ocasião em que acenou com o envio de 5 mil soldados para a fronteira daquele país com a Venezuela para assegurar a entrega de “suposta ajuda humanitária” aos venezuelanos. Duque, por seu turno, procurou justificar a intervenção, alegando que atende os anseios do povo venezuelano.

Já o golpista Juan Guaidó, um deputado de extrema direita que contestou a posse de Nicolás Maduro e se autoproclamou presidente da Venezuela, formou uma espécie de governo paralelo e dá novos passos na tentativa de consumar o golpe. É o seu “governo” e não o de Maduro - legitimamente eleito e contando com o apoio da Corte Suprema, da Assembleia Constituinte e das Forças Armadas – que administraria a “ajuda humanitária” tramada por Washington, verdadeira capital da empreitada golpista.

Governos capachos

Governos reacionários e entreguistas do continente americano, como Duque na Colômbia e Bolsonaro no Brasil, aliaram-se a Trump e estão se comportando como autênticos capachos da Casa Branca. Reconheceram Gauidó, que indicou novos embaixadores e diplomatas para a representação nesses países com a missão de viabilizar a chegada da “ajuda externa”, que foi rechaçada pelo governo e as Forças Armadas.

Os chavistas já perceberam que o presente dos EUA é uma versão contemporânea do famoso Cavalo de Troia ou, ainda, a tentativa de criar um caminho (um corredor) para a invasão militar. Com a cumplicidade da mídia burguesa em todo o continente, os imperialistas americanos encobrem suas reais intenções com o discurso cínico de que estão protegendo a democracia e promovendo uma ajuda humanitária ao povo.

Governos capachos, como os de Bolsonaro no Brasil e Iván Duque na Colômbia se prestam ao indigno papel de servir os interesses da grande potência capitalista, enquanto o golpista Guaidó se comporta como um lacaio do imperialismo, encenando o papel que Washington lhe reservou sem maiores escrúpulos e cuidados com a soberania nacional do povo venezuelano, tão cara a Simon Bolivar, Hugo Chavez e os revolucionários bolivarianos.

Geopolítica e petróleo

Os interesses reais por trás da arrogância imperial da Casa Branca não têm nada a ver com democracia ou direitos humanos. O que está realmente em jogo é a apropriação das maiores reservas de petróleo do mundo e o domínio geopolítico da América Latina, ameaçado pela política externa soberana de Hugo Chávez e dos governos progressistas da América Latina, que estão sendo derrubado um a um.

A “intervenção humanitária” foi também arguida pelos EUA para destruir a Líbia, o Iraque e a Síria, assim como a defesa da democracia contra a ameaça comunista serviu de pretexto para os golpes militares no Brasil (1964) e em toda a América Latina, também liderados por Washington.

As forças progressistas no Brasil e em todo o mundo não podem cair no canto de sereia imperialista e devem considerar como prioridade número 1 neste momento a ativa solidariedade com o governo legítimo de Nicolás Maduro e a defesa do sagrado direito das nações à autodeterminação. Basta de intervenção e hipocrisia imperialista.

Umberto Martins

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