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Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado na última semana aponta que o Nordeste é a região com o maior número de desalentados e responde sozinha por 60% do total de pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar uma vaga porque perderam a esperança.

Os trabalhadores e as trabalhadoras do Nordeste são uma das maiores vítimas da crise política e econômica que se abateu sobre o país e que piorou com o golpe de 2016. O resultado foi recessão, estagnação da economia e, consequentemente, taxas recordes de desemprego.

Mas nem sempre foi assim. Dados do Banco Central confirmam que entre 2002 e 2010, o PIB do Nordeste passou de R$ 191,5 bilhões para R$ 507,5 bilhões, uma expansão de aproximadamente 165%. A Região registrou ainda uma taxa média anual de crescimento do PIB per capita de 3,12% entre 2000 e 2010. No mesmo período, o PIB per capita brasileiro se elevou a uma taxa anual média de 2,22% e no Sudeste, região mais rica do País, cresceu apenas 1,81%.

Mulheres são as mais afetadas

O estudo aponta que o segmento mais prejudicado é o de mulheres. As mulheres jovens nordestinas de baixa escolaridade são as mais afetadas. 

“Apesar da média nacional indicar uma maior taxa de escolaridade entre as mulheres, elas continuam sendo as mais afetadas em períodos de alto índice de desemprego, em especial as jovens com o ensino fundamental incompleto que moram em regiões [como o Nordeste] que passaram a ter cortes de investimentos e estão sofrendo mais fortemente as consequências da crise econômica, política e social”, explicou a técnica do Dieese, Adriana Marcolino.

Jornal da CTB - Com informações das agências

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