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Ter, Jun

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Na maioria dos países o dia 1º de Maio o que é considerada uma homenagem. Por sinal, muito merecida e que motiva muitas reflexões. 

A história começou no ano de 1886, quando trabalhadores promoveram manifestações na cidade de Chicago nos Estados Unidos. Era uma luta de quem sofria os reflexos da Revolução Industrial, onde a classe patronal impunha condições rudes e difíceis para o exercício das mais variadas funções. A maior reivindicação dos trabalhadores era a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias. O movimento levou a que os trabalhadores entrassem em greve geral.

A reação patronal não demorou e contou com a participação violenta do sistema policial e como conclusão, cinco sindicalistas foram condenados à morte e três à prisão perpétua.

Tais acontecimentos tiveram repercussão internacional e em 20 de junho de 1898 a Segunda Internacional Socialista, reunida em Paris, decidiu convocar anualmente  manifestações nesta data, por direitos da classe trabalhadora.

Desde então há comemorações em quase todos os países do mundo. E deve ser citado que no Brasil a primeira comemoração se deu em 1896, na cidade de Santos, como reflexo da vinda dos milhares de trabalhadores imigrantes europeus, com formação política de  esquerda, que  exerceram grande influência na criação de sindicatos e muita movimentação no campo social.

No Brasil, o Dia do Trabalhador foi oficializado em 1925. A data foi usada várias vezes pelo ditador Getúlio Vargas para promulgar várias leis na área trabalhista, como no caso da criação do salário mínimo, da CLT e da Justiça do Trabalho. E com o passar do tempo, a data é colocada como referência e deveria ser usada para motivar a mobilização.

No momento atual, por exemplo, o trabalhador sofre as consequências do desemprego provocado pela crise econômica, e corre sérios riscos em relação a leis impostas pelo atual Governo, atendendo aos interesses da classe patronal, como no caso da imposição das terceirizações, das mudanças na CLT e na Previdência.

Nada impede portanto que se use este dia  para motivar a mobilização, o debate sobre formas de enfrentar as dificuldades do momento. E vale a pena repetir a frase que identifica a data, ou seja, salve o Dia Internacional da Classe Trabalhadora.

Uriel Villas Boas é secretário de Previdência da Fitmetal, filiada à CTB


Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

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