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Dom, Set

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A reforma ministerial pode até ter melhorado a interlocução do governo com o Congresso, mas o tratamento dado às greves de diversos setores do funcionalismo e agora à greve dos bancários demostra cabalmente a péssima interlocução do governo com o movimento sindical.

A intransigência adotada pelas direções dos bancos públicos, com respaldo do governo, tem sido o principal elemento de tensionamento nas negociações.

Escondidos cinicamente atrás do discurso do ajuste fiscal do Levy, as direções da Caixa e do Banco do Brasiln demonstram todo seu descompromisso com as instituições e seus empregados.

Reivindicações que dizem respeito à s condições de trabalho com pouco, ou nenhum, impacto financeiro são negadas na perspectiva de implementar nos bancos uma política de pessoal privatista, baseada no individualismo e no desempenho pessoal.

Se este caminho da não interlocução não for revertido logo, a presidenta Dilma estará cada vez mais se afastando de suas bases sociais e se colocando refém do fisiologismo do Congresso, da fúria udenista da mídia e dos ditames do capital financeiro, representando no governo pelo Ministro Levy.

Mas não basta apenas reclamar, cabe aos movimentos sociais e sindical enfrentar de forma unitária e com convicção o problema e exigir do governo uma outra postura, apresentar de forma cabal a agenda dos trabalhadores e do crescimento econômico, bem como respaldar e unificar as greves em curso e tencionar o governo para uma interlocução sincera e produtiva.

Emanoel Souza – presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe e secretário de Imprensa da CTB BA.