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O ambiente político brasileiro alcançou uma fase de seríssima ameaça a nossa jovem democracia. Há um ano que o país sofre os ataques do sistema oposicionista de direita. Inconformados pela quarta derrota consecutiva para o projeto progressista de Lula-Dilma, conflagraram desde então um estado de ameaça golpista permanente.

Taticamente patrocinam o quanto pior melhor e nessa direção propagandeiam o terrorismo econômico e a instabilidade política. Uma operação, com aparato jurídico-policial-midiático desvirtuada, seleciona os alvos e cria uma ambiência de responsabilizar o Governo Dilma por todas as práticas condenáveis de corrupção.

O fato mais recente é que o Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, um notório corrupto e chantagista, disparou institucionalmente o rito de um golpe através daquela casa.

Diante disso, a centralidade política é defender o Estado Democrático de Direito, que na prática é respeitar o resultado eleitoral e o mandato da presidenta Dilma Rousseff. Portanto, não se trata, frente a esse grave perigo, de um julgamento sobre o exercício de um mandato presidencial, mas de garantir uma conquista pela qual muitos tombaram com suas próprias vidas: a democracia no Brasil.

Os classistas sempre defenderam a democracia e a soberania nacional como questões estruturantes, por isso tem a consciência do que está em disputa neste momento.

Em sintonia com essa percepção, evitemos a dispersão, reativemos com força militante as nossas entidades, os nossos aliados, o nosso povo, ou seja, acionemos todos os meios e esforços para essa decisiva batalha política.

Não permitiremos que o Brasil retorne a ser governado por ultraliberais e ultrajes como Eduardo Cunha, Aécio Neves, Fernando Henrique, José Agripino e outros. Eles não passarão!

Por isso, em todo o país já se realizam e organizam protestos populares. Ainda hoje, as centrais sindicais juntamente com outras organizações sociais e personalidades políticas, definirão uma agenda nacional unitária para interrompermos a tradição golpista dessa apátrida direita brasileira.

Mãos à obra!

Venceremos!

Divanilton Pereira é secretário de Relações Internacionais da CTB e da membro da Federação Única dos Petroleiros (FUP)

 Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.