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Dom, Set

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2015 foi um ano muito intenso para a classe trabalhadora, e 2016 pretende superá-lo, já no início do primeiro semestre. Por trás da crise política, econômica mundial, vivenciamos o crescimento da ofensiva conservadora, fascista que impõe retrocessos ao desenvolvimento com valorização do trabalho.

No Brasil, no Congresso nacional, predominam os projetos da burguesia que exigem a retirada de direitos na previdência, na saúde, na segurança e na educação. O novo ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TST) Ives Gandra Filho, defende abertamente a Terceirização (PLC30/15) que retira grandes conquistas da classe trabalhadora, em especial a garantia do artigo 5º da (Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que diz que a todo trabalho de igual valor corresponderá salário igual, sem distinção de sexo. No judiciário presenciamos medidas anticonstitucionais que ferem o estado democrático e do direito. No poder executivo federal está sendo negado o projeto que a Classe Trabalhadora aprovou nas urnas em 2014. É um governo em disputa!

Nesse momento, é fundamental, profunda compreensão da conjuntura nacional e internacional para nossa atuação local e geral. Mais ainda, é essencial compreender a importância da unidade de ação para que a classe trabalhadora não sofra mais retrocessos. Não se trata de lutar apenas pela educação, ou pela valorização profissional dos professores, o que já é uma grande luta. Trata-se de organizar e lutar em defesa de um projeto nacional e da busca de um mundo melhor com valorização da classe trabalhadora. Daí, o porquê da nossa atuação em conjunto. Daí, a importância da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Esta central nova, que visibiliza cada vez mais suas bandeiras nas ruas, nas praças, nas portas de fábricas, em escolas e principalmente, em Brasília.

Precisamos defender o Brasil contra a corrupção, contra a terceirização, a exploração e o trabalho escravo. Precisamos de mais consciência política e de formação para esse novo contexto. Não podemos abrir mão dos nossos sonhos e da nossa perspectiva de vida. O Brasil é um país rico e com o povo na luta, saberá superar a principal crise que é a da falta de esperança.

Em Goiás, as investidas do governo contra os servidores públicos é uma investida que só leva à violência. Seja nas ruas, com a falta de segurança pública, seja na educação com a prisão de estudantes e professores que discordam das O.S. s. Seja na saúde, que não melhorou. Seja no transporte público cada vez pior.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE-2012) mais de 17 % da população jovem, em Goiás não trabalha e não estuda. São milhares que sem perspectiva de vida, na marginalidade, são adotados pelo tráfico e ampliam o mapa da violência. Fracassa a tentativa de implantação da escola de tempo integral no ensino médio, por falta de estrutura, e principalmente, por falta de investimentos nos professores, nos educadores.

Em Anápolis (GO), cidade que cresce e se desenvolve, não pode desconsiderar sua principal base para o desenvolvimento, a Educação, os professores. Após luta acertada do Sinpma e da categoria nas ruas (ampla maioria de mulheres aguerridas), foi possível melhorar a proposta anteriormente apresentada pelo prefeito, que desconsiderou a força da categoria. Ainda há muito para conquistar e garantir para que haja condições dignas de trabalho. Se faz necessário, de imediato, formação e valorização. A CTB é parceira e se apresenta como árdua defensora da luta, das mulheres, do negro, da juventude, do povo. Estamos presentes! Neste momento, já preparando um grande primeiro de maio e contamos com essa valorosa categoria, para juntos, elevarmos nossa consciência de classe e garantirmos mais conquistas. Viva a nossa unidade de ação, viva a luta e as nossas conquistas!

Ailma Maria de Oliveira é presidenta da CTB-GO.

Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.