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O pedido de prisão preventiva do ex-presidente Lula por três promotores do Ministério Público de São Paulo faria ruborizar os atores Moe Howard, Larry Fine e Jerome Lester Horwitz.

Como servidores públicos, com a função de zelar pela lei, Cassio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Araújo exacerbaram de suas funções como promotores, regiamente pagos com dinheiro público.

Na minha opinião, deveriam ter a prisão preventiva decretada por usarem de seus cargos para agirem por convicção política, sem base legal. Desrespeitando o que deveriam mais defender a nossa Carta Magna, a mãe de todas as leis brasileiras.

Assim aviltam o Supremo Tribunal Federal (STF) - corte máxima do país. Que agora precisa se pronunciar e repreender tal atitude dos três promotores públicos. Não se brinca assim com os sentimentos de uma Nação.

Extrapolam de suas funções quando fazem pré-julgamento e condenam um cidadão com base em ilações da mídia, ou com testemunhos do “ouvi dizer’, “acho que vi”. Ou seja, com indícios sem provas que como uma delegada já disse uma vez, é o mesmo que nada.

Jogam na lata do lixo a reputação do Ministério Público de São Paulo quando agem visivelmente à caça de holofotes midiáticos jogando lenha da fogueira da disputa política, pela qual a velha mídia tenta voltar ao poder.

Em defesa do Estado Democrático de Direito, estes três cidadãos têm que no mínimo ser afastados desse caso contra o ex-presidente Lula, pois já está mais do que transparente que se movem por perseguição pessoal e política e ainda de modo tão ignóbil.

Esse pedido de prisão preventiva do ex-presidente Lula põe lenha na fogueira de toda a ação política no país e promove de maneira cabal o acirramento de posições, o que pode provocar brigas e derramamento de sangue.

Com base nisso, alguém tem que parar a ação destes três cidadãos. Afinal, a lei vale para todos ou apenas para desafetos e inimigos políticos?

Agentes da mídia, depois de anos insuflando o ódio e o acirramento político agora vêm pedir cautela, o PSDB depois de atacar sistematicamente a democracia vem pedir prudência, mas parece que perderam o controle das ações, agora à mercê de tresloucados de plantão.

Marcos Aurélio Ruy é jornalista da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil.

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