Ferramentas
Tipografia

É inegável que ao longo da história mundial a juventude imprime a marca da rebeldia de uma geração. Os jovens influênciam positivamente uma sociedade, são agentes essenciais de inovação. O dia de hoje é para celebrar as conquistas e aumentar o acesso às oportunidades. Construir o diálogo e compreensão entre as gerações no sentido de fortalecer a solidariedade, o respeito e a liberdade.

Para além da transição da educação para o emprego, e para além de inserir e reinserir jovens no mercado de trabalho, entra em debate a conciliação estudo e trabalho, a garantia na qualificação profissional que possa configurar ascensão da classe social lhe permitindo uma melhor qualidade de vida e por um trabalho que lhe traga segurança para um percurso de vida e satisfação pessoal e não apenas para satisfazer a necessidades imediatas e de consumo.

A pobreza é um grande limitador do potencial juvenil. Em momentos de crise do capitalismo com o processo de desaceleração da economia a juventude enfrenta altas taxas de desemprego e informalidade, como resultado: redução de salários. Segundo a OIT, estima-se que 6 a cada 10 jovens se vêem obrigados à trabalho informal. A superação da crise empreende luta pelo desenvolvimento, emprego e distribuição de renda.

Para as mulheres, a situação ainda é mais difícil, sobretudo para mulheres negras que são vítimas em potencial do desemprego e subemprego. As brechas do colonialismo e escravidão traduzem em seus postos de trabalho como é pensado o papel social historicamente negado; condições subalternas. Mesmo com o crescente acesso ao mercado trabalho, as distorções de rendimento entre homens e mulheres ainda persistem. Para que essas diferenças diminuam que elas assumam espaços de poder e decisão no mercado de trabalho, no campo da representação política ou social.

#VemPraDemocracia 

A luta incansável pela democracia significa garantia dos direitos conquistados, combate intransigente às desigualdades e pelo desenvolvimento com valorização do trabalho. Defender a democracia é dizer aos que não venceram nas urnas em 2014 que respeite o Estado democrático de direito e o mandato constitucional da presidenta. Defender a democracia é dizer não a terceirização, não à reforma da previdência. É defender mais emprego e mais equidade: redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução de salários. Que o Estado volte a ser o indutor do desenvolvimento, com redução dos juros, investimento em políticas sociais e transferência de renda para o Brasil voltar a crescer.

A juventude brasileira grita em alto e bom som: “não vai ter golpe”.

Rosi Santos integra a Comissão Nacional de Juventude da CTB