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Temer já foi declarado oficialmente, pela Justiça Eleitoral de São Paulo, inelegível até 2024 por ter doado, a duas campanhas de peemedebistas, dinheiro acima do que a lei permite, transformando-se em ficha suja. 

Temer já foi delatado na Lava Jato pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, em gravação divulgada ad nauseum em todos os meios de comunicação, dos mais modestos aos mais poderosos, por ter pedido a ele 1,5 milhão de reais para a campanha de seu apadrinhado Gabriel Chalita a prefeito de São Paulo num encontro em hangar do Aeroporto de Brasília.

Temer está sendo delatado na Lava Jato pelo presidente da maior empreiteira do país, Marcelo Odebrecht, por ter pedido, num jantar em maio de 2014, realizado na residência oficial da vice-presidência da República, o Palácio do Jaburu, 10 milhões de reais em dinheiro vivo, sendo 6 milhões para a campanha de seu outro apadrinhado, Paulo Skaf, ao governo de São Paulo e 4 milhões a Eliseu Padilha, seu ministro-chefe da Casa Civil. 

Na mesma peça de delação premiada seu ministro da Relações Exteriores, José Serra, foi denunciado pelo mesmo presidente da maior empreiteira do país de receber 23 milhões de reais para sua campanha presidencial de 2010.

O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, pediu a prisão de seu então ministro do Planejamento e braço direito, Romero Jucá por tentar embaraçar as investigações a respeito dele e de vários senadores do PMDB, tais como Renan Calheiros, José Sarney, Valdir Raupp, Jader Barbalho e Edison Lobão na Lava Jato.

Temer tem a maior rejeição de um presidente recém alçado ao poder, não pode sair em público sob risco de ser vaiado, tal como aconteceu na abertura da Olimpíada, cobrindo de vergonha todos os brasileiros.
Temer deu ordem para reprimir todas as manifestações organizadas contra ele durante a Olimpíada, ferindo o artigo 5º. da constituição brasileira, que jurou defender ao ser empossado na vice-presidência da República e que garante a todos os brasileiros a livre manifestação de ideias de forma pacífica e civilizada.

Indiferentes a esse dossiê de acusações sem fim, que cada vez aumenta mais, senadores e senadoras que parecem não ler jornais, nem assistir TV, nem navegar na internet, nem ouvir a voz rouca das ruas continuam dispostos e dispostas a confirmá-lo no poder da República por dois anos, nos quais, ao que tudo indica, infringirá mais perdas e sofrimentos ao país do que a ditadura militar em 20. 

Os senadores continuam dispostos a eleger, em eleição indireta, um presidente inelegível.

Alex Solnik é jornalista 

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