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O golpe tão anunciado aconteceu. Mas isso não pode nos fazer desistir. Agora, mais do que nunca, precisamos estar nas ruas, lutando em defesa dos nossos direitos e por Diretas Já. Só as Diretas devolverão nossa plena democracia.

Precisamos, cotidianamente, evidenciar a ilegitimidade do governo golpista de Michel Temer e denunciar as reformas que ele e seus apoiadores pretendem executar, que em nada contribuem para nossa luta. Nós, brasileiros e brasileiras, temos que reaver nosso direito ao voto, direito de decidir o presente e o futuro do Brasil. O caminho é um novo grito de “Diretas Já”.

O golpe que estamos vivendo hoje iniciou com o inconformismo daqueles que perderam as eleições em 2014, depois fizeram de tudo para impedir a posse da presidenta e nos instantes seguintes, apoiados pela mídia, inviabilizaram seu governo com inúmeros ataques. Eles foram aqueles que pediram auditoria nas urnas e também aqueles que não cessaram enquanto não conseguiram emplacar o processo de impeachment.

Nossa democracia sofreu mais este golpe e no dia 31 do último agosto a presidenta Dilma Rousseff foi arrancada do seu cargo. Mesmo antes do seu efetivo afastamento já surgiam novos projetos que pretendem retirar direitos dos trabalhadores que com muita luta foram conquistados nos últimos anos.

Entre os retrocessos anunciados estão a ampliação da jornada de trabalho para 12h diárias, a Reforma da Previdência, o negociado sobre o legislado e a terceirização. Michel Temer lidera um governo golpista, que não tem apoio do povo e tampouco está preocupado com isso. Um governo que serve aos empresários e que vê os direitos trabalhistas como empecilho para os ricos ficarem mais ricos as custas do nosso trabalho. Fora, Temer! Diretas Já!

Para dar continuidade a esta luta, contra as reformas neoliberais do governo Temer na área da previdência e trabalhistas, estaremos realizando no próximo dia 22 de setembro, um dia nacional de paralisações e mobilizações em todo Brasil, para iniciarmos uma grande reação a essas iniciativas descabidas e inaceitáveis.

Guiomar Vidor, presidente da CTB-RS e Fecosul